Suécia deve interrogar Julian Assange na embaixada do Equador em Londres

O Ministério das Relações Exteriores do Equador anunciou na última quinta-feira (11/8) que o país decidiu permitir que procuradores suecos entrevistem o jornalista e fundador do WikiLeaks, Julian Assange, em sua embaixada em Londres, onde está asilado desde 2012.

Atualizado em 12/08/2016 às 09:08, por Redação Portal IMPRENSA.


Crédito:Reprodução Julian Assange vive desde 2012 na Embaixada do Equador em Londres

De acordo com a AFP, as autoridades suecas querem entrevistar o australiano pelas acusações de estupro, negadas por ele. O ministério equatoriano informou que deve definir uma data para a audiência nas próximas semanas.
A porta-voz do Ministério Público da Suécia, Karin Rosander, disse que um procurador do Equador cuida das questões que envolvem o interrogatório, acompanhado da procuradora sueca Ingrid Isgren e um investigador da polícia.
Os advogados do fundador do WikiLeaks manifestaram satisfação com notícia. "A equipe de defesa dá as boas-vindas ao fato de estarem sendo dados os passos finalmente para tomar o depoimento do senhor Assange, algo que ele solicitava à procuradoria sueca desde agosto de 2010".
O Caso
Assange é acusado de estuprar e abusar sexualmente de duas mulheres durante uma visita à Suécia, em agosto de 2010. O australiano, porém, não foi acusado formalmente pelos crimes. Em dezembro, ele foi preso em Londres, depois que a Suécia solicitou sua prisão preventiva.
Dois anos depois, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que o jornalista deveria ser extraditado. Assange pediu asilo ao Equador na capital britânica, que foi concedido dois meses mais tarde. Desde então, ele vive na embaixada.
O australiano teme ser extraditado para a Suécia, uma vez que poderia ser enviado aos Estados Unidos, onde seria julgado pelo vazamento de informações confidenciais. Desde 2009, o WikiLeaks publicou cerca de 600 mil documentos do Departamento de Estado e das Forças Armadas americanas sobre assuntos como as guerras no Iraque e no Afeganistão.