Sudão proíbe Al Jazeera de filmar cinegrafista libertado de Guantánamo

Sudão proíbe Al Jazeera de filmar cinegrafista libertado de Guantánamo

Atualizado em 02/05/2008 às 09:05, por Redação Portal IMPRENSA.

A chegada do cinegrafista sudanês Sami al-Hajj ao país, após ter permanecido preso desde junho de 2002 em Guantánamo, Cuba, não pôde ser registrada pela emissora Al Jazeera, da qual Al-Hajj é funcionário. As autoridades do Sudão proibiram que o desembarque fosse filmado.

Al-Hajj desceu do avião em uma maca e foi encaminhado a um hospital para que tivesse acompanhamento médico. Pelo telefone, o cinegrafista disse que sua história "faz parte das tentativas de impedir a liberdade de expressão no Oriente Médio, representada pelos canais por satélite". Em todo o tempo em que passou preso, quase seis anos, não foi feita qualquer acusação formal ao cinegrafista.

Sami aproveitou para pedir emprenho aos governantes de países que ainda têm cidadãos presos em Guantánamo, para que estes possam ser soltos rapidamente. Segundo ele, as condições de sobrevivência são desumanas e muitos dos que permanecem no local perderam a razão.

O cinegrafista da Al Jazeera foi capturado no final de 2001 e entregue posteriormente aos Estados Unidos, que o transferiram a Guantánamo em junho de 2002.

Sua libertação acontece após 16 meses de greve de fome que o deixaram muito enfraquecido, motivo pela qual teve de ser hospitalizado logo após retornar a seu país.

Com informações da Efe