STJ não reconhece jornalista como autor da biografia de Bruna Surfistinha

Para relator, profissional foi contratado como "ghost writer", que transforma em textos as ideias dos outros

Atualizado em 13/02/2015 às 11:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Atualizado às 13h30

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) não reconheceu o jornalista Jorge Roberto Tarquini como autor do livro "O Doce Veneno do Escorpião", que conta a vida de Raquel Pacheco, a famosa garota de programa Bruna Surfistinha.

Crédito:Divulgação Justiça entendeu que jornalista atuou apenas como ghost writer da biografia de Bruna Pacheco
De acordo com a coluna de Ancelmo Gois, no jornal O Globo , o relator do caso, Paulo de Tarso Sanseverino, considerou que ele foi contratado apenas como "ghost writer", que transforma em textos as ideias dos outros. A produção é assinada por Raquel.

Procurado por IMPRENSA, Jorge lamentou a decisão. "Vou ter que devolver todos os meus prêmios, tirar meu nome das matérias que escrevi, só porque a história não é minha? É lamentável esse entendimento. É como se a profissão de escritor e jornalista fosse extinta oficialmente. Mas, enfim, é uma decisão da Justiça. Eu sei que escrevi [o livro] e nada vai mudar essa realidade", disse.

"O Doce Veneno do Escorpião", lançado em 2005, conta detalhes reveladores da menina de classe média que passou a se prostituir aos 17 anos. O livro traz também um diário de Bruna, com histórias inéditas.