STF nega liberdade a PM suspeito de ordenar execução do jornalista Luiz Carlos Barbon

STF nega liberdade a PM suspeito de ordenar execução do jornalista Luiz Carlos Barbon

Atualizado em 28/10/2009 às 08:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O Supremo Tribunal Federal (STF) negou o pedido de Habeas Corpus ao capitão da Polícia Militar (PM) indiciado por suposta participação no assassinato do jornalista Luiz Carlos Barbon, ocorrido em maio de 2007, na cidade de Porto Ferreira (SP). Colaborador do veículo Jornal do Porto , o jornalista foi morto a tiros em um bar localizado no centro da cidade.

Jornal do Porto
Luiz Carlos Barbon
O capitão da PM é suspeito de ter ordenado o homicídio, que ainda teria contado com a participação de outros três agentes da polícia e de um comerciante local. No julgamento do Habeas Corpus, o ministro Cezar Peluso desconsiderou argumentação do advogados do réu, que pedia a soltura do suspeito por irregularidade na prisão preventiva.

"O decreto de prisão preventiva está muito bem fundamentado e os fatos que constituem causa da preventiva são graves. Trata-se da imputação a policiais militares de formação de uma quadrilha, a prática dos crimes e depois intimidação de testemunhas. E isso já seria suficiente", afirmou Peluso, relator do processo, de acordo com o STF.

O capitão da PM está preso desde três de março de 2008, por tentar intimidar testemunhas do caso. A própria viúva de Barbon, Kátia Camargo, entrou para o "Programa de Proteção à Testemunha" em janeiro deste ano, após receber uma série de ameaças.

Presente à sessão, o representante do Ministério Público (MP), Wagner Gonçalves, endossou a negativa do Habeas Corpus, ressaltando que, por ser uma cidade interiorana, de 51 mil habitantes, a soltura do suspeito poderia causar sensação de impunidade.

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