Stefano Figalo e sua fotografia expressiva

Stefano Figalo se apaixonou pela fotografia em 1996 quando entrou no mercado editorial e começou a trabalhar com programação visual. Nesta época conheceu o fotógrafo João Roberto Ripper, um dos fundadores da Agência Escola Imagens do Povo programa do Observatório de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, que o apresentou para a fotografia documental e social.

Atualizado em 04/07/2012 às 14:07, por Kátia Zanvettor.

fotografia em 1996 quando entrou no mercado editorial e começou a trabalhar com programação visual. Nesta época conheceu o fotógrafo João Roberto Ripper, um dos fundadores da Agência Escola Imagens do Povo programa do Observatório de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, que o apresentou para a fotografia documental e social. Crédito:Stefano Figalo

O convívio diário com jornalistas, ilustradores, diagramadores e fotógrafos também contribuiu para ampliar seu fascínio pela imagem e fotografia. A paixão aos poucos foi virando compromisso e ele passou a estudar sobre o tema, além de ter aulas com a fotógrafa documentarista Adriana Medeiros.

Crédito:Stefano Figalo

Stefano também foi aluno no curso de fotografia documental da Agência Escola Imagens do Povo onde passou a estudar fotografia com ênfase em linguagem documental e social. “Neste período comecei a trabalhar com fotografia em pautas documentais e sociais como freelancer e fotógrafo da agência Imagens do Povo. Em 2008, lancei o , uma agência virtual criada para apresentar minha produção fotográfica e oferecer pautas e serviços de fotografia”, contou.

Crédito:Stefano Figalo

Ainda que suas fotos sejam frequentemente reconhecidas por este trabalho documental, ele não gosta de se apegar aos rótulos e prefere afirmar que a fotografia é uma necessidade “inconsciente de expressão”, um modo de pensar as pessoas. “O cotidiano da cidade do Rio revelado no meu trabalho é fruto de uma fotografia orgânica, do exercício de observação e atenção deste universo mais próximo do meu olhar que é a cidade aonde vivo. Não penso sobre a cidade, estou sempre conectado as pessoas. A cidade em si não é fonte de inspiração para o meu trabalho, são as pessoas que me movem e são elas as minhas fontes de reflexão em relação ao espaço e a cidade. É pela fotografia, depois de reveladas, que eu percebo e absorvo melhor a cidade e as pessoas”, refletiu.

Crédito:Stefano Figalo

As cores também são elementos significativos em seu trabalho que, segundo ele, é elemento essencial de informação “Olhando fotografias do fotógrafo Walter Firmo, por exemplo, considerado o “mestre da cor” é fácil perceber que a cor se configura como um importante elemento de comunicação e informação na fotografia. Muitos fotógrafos afirmam que a subtração da cor favorece a informação na imagem e que a cor muitas vezes cria uma dispersão. Eu já penso que a cor contribui e muito como elemento de informação”, analisou Stefano.

Crédito:Stefano Figalo

A simplicidade é outro elemento que Stefano considera importante para o seu trabalho e para o trabalho em fotografia. Ser simples, em sua concepção, é perceber o outro, estar atento as suas alegrias e suas dores. “É usar a fotografia como uma mediadora do conhecimento para diminuir as distâncias e aproximar os olhares com respeito integral ao homem e suas comunidades”, comentou.

Crédito:Stefano Figalo

Sua concepção de simplicidade fica clara quando ele explica seu olhar sobre a favela. “Um exemplo é a favela, excessivamente estereotipadas pela grande imprensa como território de conflito e miséria, quando na verdade é apenas um território degradado como qualquer outro da cidade e que é povoado. E povoado sim, por 99,99% de pessoas de bem, trabalhadores, com qualidades e defeitos como qualquer outro ser humano. Os ditos favelados são pessoas que sonham, sentem, veem e tem beleza como qualquer indivíduo de qualquer território. Quando você olha para uma favela e não consegue perceber beleza ao seu redor é um sinal de que você não potencializou seu desenvolvimento pedagógico, cognitivo. Potencializar esse desenvolvimento é essencial para fortalecer o sentimento humano”.

Crédito:Stefano Figalo