Stefani Rennee diz que mercado de HQs no BR só vai crescer quando se libertar do mercado estrangeiro
Stefani Rennee diz que mercado de HQs no BR só vai crescer quando se libertar do mercado estrangeiro
Desde pequeno, com papel e lápis nas mãos, Stefani Rennee tentava copiar os personagens de desenhos animados que via na TV. "Eu simplesmente nasci para desenhar", diz.
| Stefani Rennee |
Para ele, não houve um "momento chave" em que passou a ter mais interesse pelas artes gráficas. Sempre teve talento, e foi evoluindo seu traço naturalmente, até que em 2002 - quando sentiu sua arte mais aprimorada - montou um portfolio e começou a espalhar pela internet.
| Stefani Rennee |
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"Não foi fácil", conta Rennee. "Coloquei meus trabalhos em fóruns e enviei muitos e-mails pedindo uma oportunidade para algumas editoras nacionais e internacionais. Recebi muitas respostas negativas". A mudança em sua carreira ocorreu quando conheceu o editor de um estúdio norte-americano chamado Arcana Comics.
| Stefani Rennee |
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Rennee começou como colorista para a revista ANT , mais tarde foi publicada pela editora Image Comics. E não parou mais. Passou por editoras como Image Comics, Alias Enterprises, Night Owl Productions. Atualmente trabalha como colorista e ilustrador para um estúdio da África do Sul. "Trabalhamos em uma revista chamada Supa Strikas , que conta a história da ascensão de um time de futebol. Essa revista também é publicada em outros países da América Latina, inclusive aqui no Brasil", explica o artista.
| Stefani Rennee |
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Para ele, é impossível separar o trabalho autoral do profissional. "O artista sempre coloca um pouco de suas influências em cada ilustração, por mais que o trabalho tenha que seguir uma direção de arte pré estabelecida", afirma Rennee, que busca inspiração em lugares diversos. "Às vezes uma cena de um filme de ação, outras vezes uma letra de música, ou até mesmo o trabalho de outros desenhistas me inspiram".
Rennee considera que o mercado de HQs no Brasil ainda é muito imaturo. "Álias, chamar o que temos aqui de 'mercado' é um elogio. Nós temos a Turma da Mônica, Turma da Mônica Jovem, etc... Tudo isso faz bem ao 'mercado', mas não representa a totalidade dele. Faltam mais obras, nós sabemos que muitas delas são publicadas de forma independente e amadora, tornando seu conhecimento no mainstream quase impossível".
| Stefani Rennee |
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Segundo ele, "o mercado só vai crescer quando forem quebradas as amarras que nos prendem ao mercado estrangeiro, e as grandes editoras abrirem um espaço maior para os artistas nacionais. Cada vez mais os artistas nacionais optam por uma carreira mais sólida e rentável fora do país".






