Sorte de quem não leu a mensagem
Sorte de quem não leu a mensagem
Atualizado em 18/03/2010 às 15:03, por
Lucia Faria.
No restaurante chinês, estilo fast food, ganho um biscoito da sorte na sobremesa. Além dos tradicionais números, a mensagem: "Não se preocupe com o que se passa do lado de fora de sua porta". Como? Então eu devo fechar os olhos para o resto do mundo e olhar apenas para mim? Essa empresa está dizendo para eu ser uma pessoa egoísta e acionar o "dane-se" para os outros? É essa a mensagem da tal rede de franquias?
Cada um interpreta a mensagem como quiser - e minha visão pode ser um tanto radical ou equivocada. Mas a mensagem causou-me desconforto porque segue na contramão de tudo o que penso. Quem olhar só para dentro de sua porta, esquecendo-se do mundo ao redor, está colaborando para acentuar as diferenças sociais, as injustiças, as desigualdades. Já estivemos, no passado, sob a tutela da Igreja e do Estado. E deu no que deu.
Agora nós devemos arregaçar as mangas e agir. Nenhuma dessas instituições está mais na liderança do processo. Quem confia nos nossos governantes que trocaram as pastas 007 por enchimentos indecentes em suas cuecas e meias fétidas? E a Igreja, defensora de interesses arcaicos e totalmente desalinhada com a realidade dos dias atuais? Nós, pessoas comuns, estamos à frente do processo e precisamos empregar nossa força intelectual e de pressão para exigir investimentos em educação básica, em saúde decente, em qualidade de vida, no meio ambiente.
Quero consumir produtos de marcas comprometidas socialmente, de empresas com a responsabilidade social cravada em sua veia. Pago mais se souber o que tem por trás daquela linha de produção, do trabalho desenvolvido na retaguarda e, obviamente, na entrega de um produto de elevada qualidade. Para a rede de franquias desse restaurante chinês, um alerta: mais cuidado com seus biscoitinhos da sorte. Mais do que uma iniciativa lúdica e simpática, esse mimo transmite uma mensagem. Não quero consumir produtos de quem me recomenda fechar os olhos para os outros.

Cada um interpreta a mensagem como quiser - e minha visão pode ser um tanto radical ou equivocada. Mas a mensagem causou-me desconforto porque segue na contramão de tudo o que penso. Quem olhar só para dentro de sua porta, esquecendo-se do mundo ao redor, está colaborando para acentuar as diferenças sociais, as injustiças, as desigualdades. Já estivemos, no passado, sob a tutela da Igreja e do Estado. E deu no que deu.
Agora nós devemos arregaçar as mangas e agir. Nenhuma dessas instituições está mais na liderança do processo. Quem confia nos nossos governantes que trocaram as pastas 007 por enchimentos indecentes em suas cuecas e meias fétidas? E a Igreja, defensora de interesses arcaicos e totalmente desalinhada com a realidade dos dias atuais? Nós, pessoas comuns, estamos à frente do processo e precisamos empregar nossa força intelectual e de pressão para exigir investimentos em educação básica, em saúde decente, em qualidade de vida, no meio ambiente.
Quero consumir produtos de marcas comprometidas socialmente, de empresas com a responsabilidade social cravada em sua veia. Pago mais se souber o que tem por trás daquela linha de produção, do trabalho desenvolvido na retaguarda e, obviamente, na entrega de um produto de elevada qualidade. Para a rede de franquias desse restaurante chinês, um alerta: mais cuidado com seus biscoitinhos da sorte. Mais do que uma iniciativa lúdica e simpática, esse mimo transmite uma mensagem. Não quero consumir produtos de quem me recomenda fechar os olhos para os outros.






