Soldados dos EUA não serão acusados por morte de jornalista inglês no Iraque
Soldados dos EUA não serão acusados por morte de jornalista inglês no Iraque
Nesta segunda-feira (28), a Procuradoria Geral britânica informou que não há evidências suficientes para acusar formalmente os soldados norte-americanos responsáveis pela morte do jornalista inglês Terry Lloyd no Iraque.
O repórter da emissora londrina ITV foi assassinado em março de 2003 com mais dois colegas, o tradutor de origem libanesa Hussein Osman e o câmera francês Fred Nerac, nos arredores da cidade de Basra, sul do Iraque.
A investigação judicial mostrou que Lloyd viajava com uma unidade de televisão independente das Forças Armadas quando recebeu um tiro ao entrar na linha de fogo entre iraquianos e americanos. Enquanto era levado ao hospital em um microônibus, o repórter foi morto com um tiro na cabeça pelas tropas dos EUA.
Apesar do juiz britânico Andrew Walker ter pedido em 2006 que os militares americanos envolvidos fossem processados por terem atuado fora da lei, a Procuradoria Geral declarou não ter evidências suficientes para acusar os soldados.
A diretora da divisão antiterrorista da Promotoria, Sue Hemming, reconheceu que, assim como estabeleceu o juiz legista, a bala que acabou com a vida de Lloyd era americana, mas não se sabe quem a disparou, assim como "também não há provas sobre quem estava no comando da operação" para determinar um responsável.
As informações são da agência Ansalatina e da Efe
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