Soldado que vazou documentos ao WikiLeaks pede desculpas por ter prejudicado os EUA
O soldado americano Bradley Manning pediu desculpas na Corte Marcial na última quarta-feira (14/8) pelos vazamentos feitos para o site WikiL
Na última quarta-feira (14/8), o soldado americano Bradley Manning pediu desculpas na Corte Marcial pelos vazamentos de documentos secretos ao site WikiLeaks e admitiu que "feriu" seu país.
"Peço desculpas que minhas ações tenham ferido pessoas e ferido os Estados Unidos", disse ele à juíza militar, coronel Denise Lind, durante a leitura da sentença na base de Fort Meade, nordeste de Washington.
De acordo com a EFE, Manning afirmou que está pronto para enfrentar as consequências de suas ações. "Quero seguir adiante", disse. "Entendo que eu tenho de pagar um preço", acrescentou.
Essa foi a primeira vez que o soldado mostrou algum arrependimento pelo vazamento das informações militares e diplomáticas sigilosas. O criador do WikiLeaks, Julian Assange, avaliou que a decisão do soldado pode ser resultado de repressão.
"A decisão forçada de Manning de pedir desculpas ao governo dos Estados Unidos com a esperança de reduzir em dez anos ou mais sua pena deve ser vista com compaixão", afirmou Assange.
Manning pode ser condenado a até 90 anos de prisão pelas acusações de espionagem e fraude eletrônica, entre outras. A defesa alegou que o soldado foi ingênuo, mas bem intencionado.





