Soldado que revelou documentos ao WikiLeaks traiu seu país, diz acusação
O soldado americano, Bradley Manning, sabia que traía os Estados Unidos e a seu uniforme ao revelar documentos diplomáticos e militares e, por isso, merece ser condenado por "colaboração com o inimigo", disse nesta quinta-feira (25/7) o promotor militar no julgamento de Manning em Fort Meade.
Crédito:Divulgação Soldado pode ser condenado a prisão perpétua por divulgar documentos secretos
De acordo com a AFP, ao apresentar suas "alegações de clausura" diante do tribunal militar, o major Ashden Fein descreveu a situação do soldado como o maior caso de vazamento de documentos secretos da história norte-americana, como uma pessoa egoísta e imprudente que sabia que, ao mostrar os documentos ao WikiLeaks, os inimigos dos Estados Unidos teriam acesso a eles.
Se for declarado culpado de "colaboração com o inimigo" - em referência à Al-Qaeda - Manning pode ser condenado à prisão perpétua sem redução de pena. Para obter a condenação, a acusação deve convencer a juíza militar Denise Lind "além da dúvida razoável" de que Bradley Manning "estava consciente de que esses documentos podiam terminar nas mãos da Al-Qaeda".
O major Fein afirmou que Manning "liberou esses documentos chaves para serem utilizados pelo inimigo". Como analista de inteligência, o soldado tinha jurado preservar as informações sensíveis em poder do governo. Para a acusação, Manning "abusou desta confiança e a destruiu".
Segundo Fein, o soldado dirigiu uma sessão informativa diante de alguns soldados, na qual os governos estrangeiros, os terroristas e os hackers foram citados como alguns dos adversários potenciais. Também sabia que o WikiLeaks é considerado uma ameaça potencial para a segurança nacional, já que sua função era revelar documentos secretos, completou o promotor.





