Sócio do A Tarde afirma que jornal baiano não sofre pressão de empreiteiras

Sócio do A Tarde afirma que jornal baiano não sofre pressão de empreiteiras

Atualizado em 10/02/2011 às 18:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Sócio do A Tarde afirma que jornal baiano não sofre pressão de empreiteiras

O diretor-executivo do Grupo A Tarde, Sylvio Simões, responsável pela edição do jornal A Tarde , da Bahia, negou que a publicação sofra pressões do mercado imobiliário do estado e que a demissão do jornalista Aguirre Peixoto tenha sido à pedido de empresários do setor.
Em entrevista ao Terra Magazine, Simões atribuiu a demissão de Peixoto à questões empresariais. "Obviamente, é bom que se saiba, A Tarde não sofre pressões, ninguém tem nos pressionado porque sabe da nossa conduta e do nosso comportamento. Foi muito mais um problema de relações da atividade empresarial", garantiu. "Foi uma atitude da direção em relação a um redirecionamento da nossa atividade de comunicação", acrescentou.
Sylvio Simões - que divide a sociedade do jornal com Renato e Ranulfo Simões, netos do ex-ministro da Educação do governo Getúlio Vargas, Ernesto Simões, que fundou o jornal em 1912 - reiterou que Peixoto não fora vítima de "penalização", e que sua dispensa se deu por uma "questão da visão diretiva do grupo".
Apesar do tom evasivo quanto à demissão de Peixoto, o empresário foi assertivo quanto ao eventual retorno do jornalista à redação do A Tarde . "Isso pode ser reparado no futuro. Não agora, porque aí seria acatar uma posição diretiva de total discordância no centro de decisões da empresa", afirmou.
Sobre o suposto "boicote" do mercado imobiliário por conta das matérias de Peixoto que apontaram crimes ambientais em obras do governo em parceria com duas empreiteiras, Simões explicou que a "redução" do aporte publicitário desse setor foi natural. "Houve uma redução da atividade imobiliária (...) no governo também houve uma redução de publicidade. Porque, você sabe, nas eleições para governador e para presidente da República, fica limitada a possibilidade de fazer publicidade".
Questionado se o jornal continuará com a cobertura sobre a expansão desordenada do mercado imobiliário baiano, Simões ponderou. "Ah, sem dúvida, sem dúvida, desde que haja motivo e razão a gente vai tomar posição crítica em relação ao mercado imobiliário e em relação a qualquer mercado".

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