Sócio da Yacows se recusa a jurar dizer a verdade na CPI das Fake News
Em depoimento na CPI das Fake News, Lindolfo Antônio Alves Neto, sócio-proprietário da Yacows, confirmou o envio de mensagens em massa nas eleições de 2018 para as campanhas de Jair Bolsonaro (na época no PSL, hoje sem partido), Fernando Haddad (PT) e Henrique Meirelles (MDB).
Atualizado em 20/02/2020 às 09:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Lindolfo se recusou a jurar dizer a verdade na CPI. Seu advogado José Caubi Diniz Júnior, explicou que, na condição de investigado, Lindolfo não pretendia produzir provas contra si. Ele se negou a informar o nome de empresas que contratam a Yacows e não autorizou a quebra de seus sigilos bancário e telemático.
Crédito:Agência Câmara Lindolfo Antônio Alves Neto (E) e o advogado da Yacows, José Caubi Diniz Júnior
Sobre os disparos de mensagens em massa, Lindolfo explicou que conseguia gerar números telefônicos e criar as contas no aplicativo sem precisar associar a linha a um número de CPF. Segundo ele, 70% dos chips utilizados eram reutilizados de outros tipos de empresas.
O presidente da comissão, senador Angelo Coronel (PSD-BA), apresentou áudios e imagens entregues por Hans River, ex-funcionário da Yacows, que depôs na CPI na semana passada. Segundo Hans River, a empresa usou de forma fraudulenta os CPFs de várias pessoas para viabilizar fazer o envio de mensagens e que o conteúdo da propaganda eleitoral era passado pelos sócios aos supervisores.
Lindolfo disse desconhecer o uso de um cadastro de cerca de 10 mil dados de idosos, conforme dito por Hans River, e negou ter conhecimento das mensagens que eram enviadas.
O empresário disse que só enviou 900 das 20 mil mensagens contratadas pela campanha de Bolsonaro. No caso de Haddad, segundo ele, o serviço de disparo de mensagens foi contratado por uma agência, e não diretamente pela campanha. que ele disse crer que trabalhava para a campanha. Com Meirelles, a compra teria sido direta e que o contrato previa entre 10 e 15 milhões de disparos.
O depoimento da outra sócia da Yacows, Flávia Alves, foi adiado em razão do horário avançado. Uma nova data será agendada.





