Sócio da FSB Comunicações fala sobre o crescimento do mercado de RP no Brasil
A discussão é antiga e nasce logo na universidade. Assessor de imprensa é jornalista? Ainda que o tema continue gerando polêmica o mercado de Relações Públicas brasileiro, que vai muito além da assessoria de imprensa, tem se destacado internacionalmente por meio de vários cases de sucesso e premiações internacionais.
Atualizado em 08/06/2012 às 10:06, por
Luiz Gustavo Pacete.
Além disso, movimenta um numerário relevante em termos de receita.
A FSB Comunicações, entre as maiores agências do país, é uma das que já recebeu Leão no Festival Internacional de Cannes, na França, pelo projeto “Paz Social” realizado para o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Um de seus sócios, o jornalista Flávio Castro, que agora em junho representa o Brasil na categoria PR Lions, no mesmo festival, falou à IMPRENSA sobre o crescimento do mercado de RP no Brasil e a relevância dele para as empresas.
Flávio Castro Castro já atuou em importantes veículos. Passou pela Gazeta Mercantil, O Estado De S. Paulo , Jornal da Tarde e O Globo . Desde 2001, presta consultaria na área de comunicação estratégica. Acumula uma série de prêmios, entre eles o Prêmio Aberje, mais importante na área de comunicação corporativa.
Quais os fatores que têm contribuído para a profissionalização do mercado? Flávio Castro - Acho que isso vem de uma ação conjunta, tanto dos clientes quanto das agências. Começa a existir uma consciência e importância do nosso trabalho. As empresas também começaram a amadurecer neste sentido e as agências começaram a trazer resultados. Claramente os clientes começam perceber a importância de nosso trabalho. Da profissionalização e da capacidade de atração de profissionais cada vez maiores. Nenhuma empresa hoje pode ser fechada. Mesmo que seja uma empresa familiar, ela não pode dizer que não precisa dar satisfação à sociedade.
As empresas valorizam mais a transparência? No passado podia dizer “minha empresa é familiar, não precisa prestar contas”. Hoje em dia tem que prestar contas principalmente no que diz respeito à responsabilidade social e ambiental. A sociedade hoje demanda um nível de transparência por parte das organizações e partidos. Isso significa que as organizações precisam estar preparadas para encarar esse desafio e proteger sua reputação, isso se faz através de comunicação bem feita, não tem outro caminho; e envolve os diversos instrumentos da comunicação: publicidade, comunicação interna e externa. Estamos em um novo patamar da sociedade e as empresa perceberam que precisam se preparar.
Principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de crise... Muito mais expostas do que eram no passado, isso faz com que essa preocupação de como a empresa vai atuar fique clara. Qualquer empresa, por menor que seja, está sujeita a uma crise. O que vai diferenciar uma organização bem-sucedida e que consegue proteger sua reputação é a forma como ela reage a essa crise.
Esse crescimento tem feito com que o mercado busque profissionais em outras áreas? Eu acho que tende a existir um equilíbrio um pouco maior. Eu não vejo gente buscando profissionais majoritariamente em outras áreas. Claro que a gente começou a ter um perfil mais diversificado: RP, publicidade, marketing e áreas comerciais. Hoje você tem sociólogos, estatísticos, advogados e questões legais muito envolvidas. Vale ressaltar que majoritariamente nossos profissionais vêm da faculdade de jornalismo ou das redações. Um profissional que tem uma capacidade de adaptação muito grande e que sabe escrever melhor do que a média. Sim, há uma diversificação, mas o jornalista ainda é mais adequado para nossas necessidades.
O universo de plataformas e novas mídias influenciaram? Hoje precisamos entregar diversas mídias e eu diria que criatividade sempre foi um fator importante. São soluções criativas que saem do tradicional. É muitas vezes igual na publicidade, onde a criatividade é um fator muito importante. Mas diferente da publicidade, somos mais cobrados pelo resultado do que pela inovação.
A FSB Comunicações, entre as maiores agências do país, é uma das que já recebeu Leão no Festival Internacional de Cannes, na França, pelo projeto “Paz Social” realizado para o Governo do Estado do Rio de Janeiro. Um de seus sócios, o jornalista Flávio Castro, que agora em junho representa o Brasil na categoria PR Lions, no mesmo festival, falou à IMPRENSA sobre o crescimento do mercado de RP no Brasil e a relevância dele para as empresas.
Flávio Castro Castro já atuou em importantes veículos. Passou pela Gazeta Mercantil, O Estado De S. Paulo , Jornal da Tarde e O Globo . Desde 2001, presta consultaria na área de comunicação estratégica. Acumula uma série de prêmios, entre eles o Prêmio Aberje, mais importante na área de comunicação corporativa.
Quais os fatores que têm contribuído para a profissionalização do mercado? Flávio Castro - Acho que isso vem de uma ação conjunta, tanto dos clientes quanto das agências. Começa a existir uma consciência e importância do nosso trabalho. As empresas também começaram a amadurecer neste sentido e as agências começaram a trazer resultados. Claramente os clientes começam perceber a importância de nosso trabalho. Da profissionalização e da capacidade de atração de profissionais cada vez maiores. Nenhuma empresa hoje pode ser fechada. Mesmo que seja uma empresa familiar, ela não pode dizer que não precisa dar satisfação à sociedade.
As empresas valorizam mais a transparência? No passado podia dizer “minha empresa é familiar, não precisa prestar contas”. Hoje em dia tem que prestar contas principalmente no que diz respeito à responsabilidade social e ambiental. A sociedade hoje demanda um nível de transparência por parte das organizações e partidos. Isso significa que as organizações precisam estar preparadas para encarar esse desafio e proteger sua reputação, isso se faz através de comunicação bem feita, não tem outro caminho; e envolve os diversos instrumentos da comunicação: publicidade, comunicação interna e externa. Estamos em um novo patamar da sociedade e as empresa perceberam que precisam se preparar.
Principalmente no que diz respeito ao gerenciamento de crise... Muito mais expostas do que eram no passado, isso faz com que essa preocupação de como a empresa vai atuar fique clara. Qualquer empresa, por menor que seja, está sujeita a uma crise. O que vai diferenciar uma organização bem-sucedida e que consegue proteger sua reputação é a forma como ela reage a essa crise.
Esse crescimento tem feito com que o mercado busque profissionais em outras áreas? Eu acho que tende a existir um equilíbrio um pouco maior. Eu não vejo gente buscando profissionais majoritariamente em outras áreas. Claro que a gente começou a ter um perfil mais diversificado: RP, publicidade, marketing e áreas comerciais. Hoje você tem sociólogos, estatísticos, advogados e questões legais muito envolvidas. Vale ressaltar que majoritariamente nossos profissionais vêm da faculdade de jornalismo ou das redações. Um profissional que tem uma capacidade de adaptação muito grande e que sabe escrever melhor do que a média. Sim, há uma diversificação, mas o jornalista ainda é mais adequado para nossas necessidades.
O universo de plataformas e novas mídias influenciaram? Hoje precisamos entregar diversas mídias e eu diria que criatividade sempre foi um fator importante. São soluções criativas que saem do tradicional. É muitas vezes igual na publicidade, onde a criatividade é um fator muito importante. Mas diferente da publicidade, somos mais cobrados pelo resultado do que pela inovação.






