Sobrou para "O Globo" na despedida de Jefferson
Sobrou para "O Globo" na despedida de Jefferson
O agora ex-deputado Roberto Jefferson atacou de ombudsman em seu discurso de despedida na tribuna do Congresso. Seu alvo, desta vez, foi o jornal carioca "O Globo", a quem acusou de "politicamente amoral, falido e que sempre se enfiou nos cofres públicos". Não satisfeito, Jefferson acusou as Organizações Globo de terem dívidas previdenciárias e de terem sido beneficiadas por empréstimos do BNDES. Tanto o Banco como a emissora negaram as acusações por meio de nota oficial. A artilharia contra a família Marinho não parou por aí: "O Globo vende a manchete de política e tenta nos calar aqui no Congresso". Em outro momento de seu discurso, Jefferson voltou a afirmar que teria ouvido de José Dirceu, então ministro da Casa Civil,, que "falava por cima" no jornal, insinuando interferência no noticiário do jornal fluminense.
O outro lado
Em entrevista para o jornal "Folha de S.Paulo", o diretor de Redação de "O Globo", Rodolfo Fernandes, contestou as acusações feitas pelo ex-deputado. "O jornal não possui nenhum débito com o INSS e está inteiramente em dia com suas contribuições", afirmou Fernandes a respeito da suposta dívida previdenciária. "É totalmente fantasiosa a versão de que o jornal fez matérias sobre ele (Jefferson) baseado numa suposta dependência de publicidade do governo federal. A participaçãode verba oficial federal na carteira de anunciantes do jornal é de apenas 2,5% e "O Globo" possui linha editorialcexpressa publicamente em seus princípios e valores", disse Fernandes á Folha, por email. Em nota oficial divulgada ontem, o BNDES disse ser "absolutamente improcedente" a informação que o banco liberou crédito de R$ 2,8 bilhões para as Organizações Globo.






