"Só ilustre o que tem certeza", diz editor de infografia da Folha de S.Paulo
Escrever uma notícia já não é mais como antigamente. A essência é a mesma, pois ainda é preciso ter uma boa história para contar e saberapurar as informações.
Não nos limitamos mais às palavras há muito tempo, mas encontramos cada vez mais recursos que contribuem para a produção de notícias. A ilustração de uma reportagem por meio de fotos deixou de ser uma novidade. Além disso, passaram a ser acompanhadas de mapas, diagramas etc. Estes elementos podem compor o que chamamos de infográfico, que, somados ao texto, facilitam a compreensão do assunto abordado.
No último sábado (6), Mário Kanno, o editor-adjunto de infografia da Folha de S.Paulo , ministrou um workshop gratuito sobre os recursos infográficos, como parte da programação de eventos promovidos pelo jornal, em decorrência de seu aniversário de 90 anos, no Museu de Imagem e do Som de São Paulo (MIS).
Kanno falou ao Portal IMPRENSA sobre essa ferramenta jornalística, que é utilizada não só em jornais impressos, como também em outros tipos de veículo.
"É uma linguagem que está consolidada. Não tem jornal, revista, anuário, não tem meio de comunicação, nem ninguém que não vá utilizá-la", diz Kanno, que acredita ser uma tendência o aumento do uso de recursos infográficos.
De acordo com o editor, é preciso ter "rigor jornalístico" também na composição de uma infografia. "Só ilustre o que tem certeza", ensina. E para saber se uma matéria precisa de um infográfico, é necessário, entre outras coisas, analisar a quantidade de processos ou eventos a serem descritos e o grau de dificuldade em explicar o funcionamento de algo.
O editor destacou também que é a abordagem e não o assunto que determina qual o tipo de infográfico mais adequado para determinada matéria. Ele explica que o ideal é começar pelo título, fazer um rascunho, pensar em textos objetivos e "telegráficos". As informações devem ser divididas em tópicos com subtítulos. Uma boa imagem também é fundamental.
"O jornalista tem que falar com o leitor do mesmo jeito que ele conversa com os amigos. Aos amigos, ele manda imagens, fotos, mostra o desenho da planta da casa. Ele mostra as coisas.", adverte o editor.
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