Sky Brasil tenta adiar a compra da TVA pela Telefônica

Sky Brasil tenta adiar a compra da TVA pela Telefônica

Atualizado em 16/01/2008 às 10:01, por Redação Portal IMPRENSA.

A segunda maior empresa de TV por assinatura do país, a Sky Brasil, que conta com 1,6 milhões de clientes, partiu para a ofensiva contra a aquisição da TVA (terceira em TV paga, com 400 mil assinantes) pelo grupo Telefônica.

A empresa solicitou à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) na última segunda-feira (14), que recomende ao Cade (Conselho de Administração de Defesa Econômica) a "desconstituição integral" do negócio.

A Telefônica e o Grupo Abril, em outubro de 2006, acertaram o negócio, que foi aprovado, do ponto de vista regulatório, pela Anatel, no último mês de outubro.

A apesar da aprovação, a Anatel ainda examina os efeitos da aquisição sob o ponto de vista da concorrência. Cabe a ela instruir o Cade no processo e recomendar a aprovação ou rejeição do negócio.

A Sky Brasil deseja que a agência reguladora conclua logo a análise dos aspectos concorrênciais para que se inicie a discussão no Cade. Ela argumenta que a Telefônica controla a política comercial e os ativos (redes de cabo e o sistema de rádio) da TVA, embora tenha menos de 20% do capital da empresa Comercial Cabo de São Paulo, operadora de TV a cabo da TVA na capital paulista.

Para a Sky, a Telefônica intenciona, ao adquirir a TVA, eliminar um concorrente com potencial de expansão em telefonia, banda larga e internet. A empresa alega, ainda, que, caso a aquisição seja efetuada, a Telefônica terá cinco plataformas de telecomunicação na capital paulista. Ela salienta que nenhum país permite a concentração de tantas plataformas nas mãos de uma tele que seja, ao mesmo tempo, monopolista da telefonia fixa.

Em reportagem publicada nesta quarta-feira (16), no jornal Folha de S.Paulo, Ara Pakar Minaasianm superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, disse que a análise concorrencial de uma complexa, como a em questão, leva de cinco a seis meses para ser concluída, e não há como apressá-la. Ele afirma que não existe a hipótese de que a análise saia antes de abril.

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