SJSP - Sindicato recebe carta dos demitidos pela Imprensa Oficial do Estado
SJSP - Sindicato recebe carta dos demitidos pela Imprensa Oficial do Estado
Atualizado em 06/10/2005 às 09:10, por
Por: Sindicato dos Jornalistas Profissionais de São Paulo.
O SJSP recebeu carta da Comissão representativa dos funcionários demitidos em maio pela Imprensa Oficial do Estado (jornalistas, gráficos e trabalhadores administrativos aposentados). Endereçada ao presidente Fred Ghedini, a mensagem dos representantes dos 59 trabalhadores demitidos relata, entre outras coisas, que "no final do mês de dezembro (de 2004), tendo conhecimento da possível existência de uma lista com nomes de aposentados a serem demitidos, a Comissão dos Representantes da Imprensa Oficial reuniu-se com o diretor-presidente Hubert Alquéres e com o então diretor administrativo e financeiro Alexandre Schneider.
Na ocasião, o presidente negou categoricamente a existência de qualquer lista contendo nomes de funcionários a serem demitidos e solicitou aos representantes que tranqüilizassem os colegas sobre possíveis demissões", diz a carta, que prossegue: "Entre os dias 4 e 5 de maio de 2005, 59 aposentados foram convocados para uma reunião com a gerente de Recursos Humanos Leonor Taioli Stefano. No dia 4, a reunião foi realizada por volta das 17 horas, em pleno horário de trabalho. No dia 5, a reunião ocorreu no período da manhã. Em nome da diretoria, a gerente alegou a existência de uma notificação do Ministério Público do Trabalho que seria apresentada à empresa, no mais tardar no início da semana subseqüente. Essa notificação obrigaria a empresa a desligar os aposentados sumariamente sem o pagamento dos 40% da multa rescisória.
"Diante disso, segundo ela, para preservar o direito do trabalhador à multa rescisória, a empresa se antecipava à ação do MP, demitindo os referidos funcionários, pagando todos os direitos trabalhistas. A gerente e a chefe do Núcleo de Redação, Teresa Cristina de Miranda, afirmaram que outras estatais, como a Prodesp e Metrô, já haviam recebido a notificação e que era iminente o recebimento pela IO.
"Chamados para uma "reunião elucidativa", todos os presentes foram surpreendidos com a demissão sumária. A todos foi apresentado o comunicado de dispensa e houve o imediato recolhimento dos crachás de maneira humilhante, constrangedora e discriminatória. Repetimos: muitos estavam em plena jornada de trabalho, foram convocados à reunião e voltaram desempregados.
"É importante observar que não foi dada a oportunidade de o funcionário optar pela continuidade na empresa mesmo correndo o risco de perder a multa rescisória.
"Assim sendo, inconformados com essa ação arbitrária e tendo em mãos liminar assegurando o direito de o servidor continuar a trabalhar na empresa, vimos solicitar que o sindicato, por meio de seu departamento jurídico encontre caminhos que redundem na reintegração ou indenização por danos morais."
O Sindicato já esteve na empresa reivindicando a readmissão dos demitidos que o desejarem. Também enviou correspondência, em 15 de setembro, à diretora financeira e administrativa, Dra. Nodette Mameri Peano, reafirmando a reivindicação e solicitando uma resposta. Se a resposta não vier, o Sindicato solicitará uma mesa-redonda na Delegacia Regional do Trabalho para tratar da questão.
Na ocasião, o presidente negou categoricamente a existência de qualquer lista contendo nomes de funcionários a serem demitidos e solicitou aos representantes que tranqüilizassem os colegas sobre possíveis demissões", diz a carta, que prossegue: "Entre os dias 4 e 5 de maio de 2005, 59 aposentados foram convocados para uma reunião com a gerente de Recursos Humanos Leonor Taioli Stefano. No dia 4, a reunião foi realizada por volta das 17 horas, em pleno horário de trabalho. No dia 5, a reunião ocorreu no período da manhã. Em nome da diretoria, a gerente alegou a existência de uma notificação do Ministério Público do Trabalho que seria apresentada à empresa, no mais tardar no início da semana subseqüente. Essa notificação obrigaria a empresa a desligar os aposentados sumariamente sem o pagamento dos 40% da multa rescisória.
"Diante disso, segundo ela, para preservar o direito do trabalhador à multa rescisória, a empresa se antecipava à ação do MP, demitindo os referidos funcionários, pagando todos os direitos trabalhistas. A gerente e a chefe do Núcleo de Redação, Teresa Cristina de Miranda, afirmaram que outras estatais, como a Prodesp e Metrô, já haviam recebido a notificação e que era iminente o recebimento pela IO.
"Chamados para uma "reunião elucidativa", todos os presentes foram surpreendidos com a demissão sumária. A todos foi apresentado o comunicado de dispensa e houve o imediato recolhimento dos crachás de maneira humilhante, constrangedora e discriminatória. Repetimos: muitos estavam em plena jornada de trabalho, foram convocados à reunião e voltaram desempregados.
"É importante observar que não foi dada a oportunidade de o funcionário optar pela continuidade na empresa mesmo correndo o risco de perder a multa rescisória.
"Assim sendo, inconformados com essa ação arbitrária e tendo em mãos liminar assegurando o direito de o servidor continuar a trabalhar na empresa, vimos solicitar que o sindicato, por meio de seu departamento jurídico encontre caminhos que redundem na reintegração ou indenização por danos morais."
O Sindicato já esteve na empresa reivindicando a readmissão dos demitidos que o desejarem. Também enviou correspondência, em 15 de setembro, à diretora financeira e administrativa, Dra. Nodette Mameri Peano, reafirmando a reivindicação e solicitando uma resposta. Se a resposta não vier, o Sindicato solicitará uma mesa-redonda na Delegacia Regional do Trabalho para tratar da questão.






