SJSP - Defesa da democracia e da história marcaram a cerimônia do XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog
SJSP - Defesa da democracia e da história marcaram a cerimônia do XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog
Atualizado em 27/10/2005 às 09:10, por
Por: Sindicato dos Jornalistas de São Paulo.
A defesa da liberdade democrática e a importância da história recente do país marcaram os discursos na entrega do XXVII Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, promovido pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, FENAJ, Arquidiocese de São Paulo, Comissão de Direitos Humanos da OAB - Ordem dos Advogados do Brasil , ABI -Associação Brasileira de Imprensa. Mais de 600 pessoas assistiram à cerimônia - e foram entregues prêmios e menções honrosas para 28 jornalistas.
A cerimônia, realizada ontem (terça-feira 25/10) no Parlatino (Memorial da América Latina) foi revestida de um valor histórico maior, por conta dos 30 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog na cela do DOI Codi em São Paulo. Este assassinato em 25 de outubro de 1975, devidamente mascarado pelos agentes do governo militar, aglutinou as forças da sociedade civil e provocou a queda de um general da linha dura. Daquele momento em diante, a mobilização e a indignação ganharam as ruas e as estruturas da ditadura começaram a ser abaladas.
Algumas das pessoas que estiveram presas naquele período foram homenageadas durante a premiação como o jornalista Fred Pessoa e a advogada Therezinha Zerbini. Pessoa relembrou todos os companheiros de luta política que passaram pelas torturas nas celas do DOI Codi e Therezinha relatou a truculência da ditadura com as pessoas que defendiam a democracia.
O jornalista Audálio Dantas, presidente de honra da comissão organizadora do prêmio, discursou a importância de se relembrar a postura profissional de Vlado como exemplo de jornalismo e da relevância do prêmio, diante das carências da população brasileira. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef compareceu ao evento, para representar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Militante da esquerda na década de 70, a ministra ficou presa com outras mulheres na Prisão Tiradentes em São Paulo. Em seu discurso, ela saudou as companheiras de luta que estavam presentes e ressaltou os avanços dos direitos humanos na política brasileira nestes trinta anos.
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo discursou sobre a luta em defesa da profissão e manifestou indignação sobre o tratamento dado ao projeto do Conselho Federal do Jornalismo, que segundo ele, era mostrado como censura à imprensa e contraria completamente o espírito de defesa dos direitos humanos e da cidadania que sempre marcou a atuação dos jornalistas.
Já o presidente do SJSP e vice-presidente da FENAJ, Fred Ghedini, destacou que a violência e a desigualdade social permanecem presentes e precisam ser denunciadas.
O secretário de Comunicação Roger Ferreira representou o governador Geraldo Alckmin, assim como o secretário de Cultura e cineasta João Batista de Andrade - autor do documentário Vlado 30 anos depois.
A cerimônia, realizada ontem (terça-feira 25/10) no Parlatino (Memorial da América Latina) foi revestida de um valor histórico maior, por conta dos 30 anos da morte do jornalista Vladimir Herzog na cela do DOI Codi em São Paulo. Este assassinato em 25 de outubro de 1975, devidamente mascarado pelos agentes do governo militar, aglutinou as forças da sociedade civil e provocou a queda de um general da linha dura. Daquele momento em diante, a mobilização e a indignação ganharam as ruas e as estruturas da ditadura começaram a ser abaladas.
Algumas das pessoas que estiveram presas naquele período foram homenageadas durante a premiação como o jornalista Fred Pessoa e a advogada Therezinha Zerbini. Pessoa relembrou todos os companheiros de luta política que passaram pelas torturas nas celas do DOI Codi e Therezinha relatou a truculência da ditadura com as pessoas que defendiam a democracia.
O jornalista Audálio Dantas, presidente de honra da comissão organizadora do prêmio, discursou a importância de se relembrar a postura profissional de Vlado como exemplo de jornalismo e da relevância do prêmio, diante das carências da população brasileira. A ministra da Casa Civil, Dilma Roussef compareceu ao evento, para representar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Militante da esquerda na década de 70, a ministra ficou presa com outras mulheres na Prisão Tiradentes em São Paulo. Em seu discurso, ela saudou as companheiras de luta que estavam presentes e ressaltou os avanços dos direitos humanos na política brasileira nestes trinta anos.
O presidente da FENAJ, Sérgio Murillo discursou sobre a luta em defesa da profissão e manifestou indignação sobre o tratamento dado ao projeto do Conselho Federal do Jornalismo, que segundo ele, era mostrado como censura à imprensa e contraria completamente o espírito de defesa dos direitos humanos e da cidadania que sempre marcou a atuação dos jornalistas.
Já o presidente do SJSP e vice-presidente da FENAJ, Fred Ghedini, destacou que a violência e a desigualdade social permanecem presentes e precisam ser denunciadas.
O secretário de Comunicação Roger Ferreira representou o governador Geraldo Alckmin, assim como o secretário de Cultura e cineasta João Batista de Andrade - autor do documentário Vlado 30 anos depois.






