SJSP critica invasão policial em ato de defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos

SJSP critica invasão policial em ato de defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos

Atualizado em 19/01/2010 às 12:01, por Thiago Rosa/Redação Portal IMPRENSA.

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O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) protocolará nesta terça-feira (19) uma carta de repúdio à Secretária da Segurança Pública (SSP), pedindo explicações sobre a invasão da Polícia Militar (PM) à sede da entidade. O incidente aconteceu na última quinta-feira (15), data em foi realizado ato na capital paulista em defesa do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH).

De acordo com o diretor do sindicato, André Freire, a interpelação policial teve início na tarde de quinta, quando cerca de trinta pessoas participaram de ato pela entrega de carta ao escritório da Presidência da República em São Paulo, na região da Avenida Paulista. Freire relatou ao Portal IMPRENSA que a policia militar compareceu ao local por volta das 12h, por meio de sua unidade móvel. Na ocasião, segundo o sindicalista, um policial chegou a questioná-lo sobre o porquê da manifestação, pedindo identificação dos responsáveis.

Freire conta que, depois de solicitar a consulta a sua carteira de identidade, mais tarde outro policial o abordou, pedindo para que comparecesse à unidade móvel. "Nós não imaginávamos que essa movimentação toda, que visa justamente consolidar a democracia, fosse questionada por um segmento que é justamente envolvido nos direitos humanos", disse.

No período da noite, houve a realização de encontro interno no sindicato para debate do PNDH. Durante o ato, feito de forma interna, dois policiais fardados entraram nas dependências do auditório Vladimir Herzog, dizendo-se apoiadores da manifestação, mas questionado o porquê do encontro. Um sargento da PM veio depois, se reuniu com o diretor em uma das salas da sede, pedindo outra vez a identificação.

Por volta das 21h, após a saída dos militares, outros dois policias adentraram a sede do sindicato. Freire afirma que, questionados por presentes sobre o porquê da interpelação, disseram "cumprir ordens superioes". A diretora responsável do sindicato Rose Nogueira -também responsável pelo grupo Tortura Nunca Mais - chegou a intervir junto aos policiais.

"Evidentemente que eles foram mandados por alguém. Ficaram (policiais) constrangidos. Isso é uma pressão à toa, ganha um fato redimensionado com intuito de desmoralizar o ato", disse Freire. A carta, enviada à Secretaria, pede encontro junto ao órgão estadual para discutir o caso.

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