SJPMRJ - Um Bar chamado Aparelho
SJPMRJ - Um Bar chamado Aparelho
Atualizado em 05/10/2005 às 08:10, por
Por: Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro.
Num gesto corajoso - ou, talvez, mais do que isso, ousado - O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro convidou César Benjamin, editor da Contraponto, para inaugurar o mais novo bar da cidade: o Bar Aparelho, criado para discutir democraticamente o futuro da esquerda brasileira e do Brasil. O auditório do sindicato foi pequeno para abrigar as mais de 100 pessoas, entre jornalistas, cineastas e trabalhadores de outras categorias, que, em plena noite de segunda-feira, foram ao Bar Aparelho debater as suas aflições e a crise de esperança que se instalou no país desde as primeiras denúncias de corrupção no governo Lula.
Havia muitos anos que o sindicato não reunia tantos amigos e companheiros de trabalho e trajetória para, em meio a uma cervejinha e um bom bate-papo, repensar os caminhos dos próprios jornalistas, também condenados a perder direitos conquistados.
Cesinha, como é conhecido, tocou, inclusive, em nossa ferida. Questionou os jornalistas por afirmarem que o governo vai mal, mas a economia vai muito bem. E concluiu: "É que a imprensa brasileira confunde economia nacional com business. Os negócios realmente vão muito bem, mas para 20 mil famílias, cerca de 80 a 100 mil pessoas, que controlam 80% do estoque da dívida interna e vivem da renda proveniente do pagamento de R$ 154 bilhões anuais em juros."
A política econômica que destina este caminhão de dinheiro para os que usufruem de juros a 19,5% ao mês é a mesma que gasta apenas R$ 7 bilhões com o Bolsa-Família. Ela é resultado de uma estranha e perversa aliança entre os mais ricos e os mais pobres desde o governo de Fernando Collor, de acordo com César Benjamin. Esta aliança faz com que os "invisíveis", ou seja, os que lucram com os juros exorbitantes, continuem com seus privilégios intocáveis. Já os trabalhadores e nos quais se incluem os jornalistas (queiram ou não), continuam sendo perseguidos em seus "privilégios": carteira assinada, previdência social, férias e décimo-terceiro. "Privilégios" que, aos poucos eles vêm acabando, assim como o próprio emprego: um em cada três brasileiros está desempregado ou em processo de subemprego crônico. Apesar disso, César Benjamin é otimista: a crise de esperança, na sua opinião, é a própria crise de reciclagem dessa aliança e abre espaço para o surgimento de uma aliança mais saudável entre trabalhadores, cultura e pobreza.
O Bar Aparelho reabre na próxima segunda-feira:o convidado é o Bispo Waldir Calheiros. Venha entrevistá-lo junto com seus amigos, numa divertida coletiva regada a muita descontração.
Não fique só, fique sócio.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
www.jornalistas.org.br
Havia muitos anos que o sindicato não reunia tantos amigos e companheiros de trabalho e trajetória para, em meio a uma cervejinha e um bom bate-papo, repensar os caminhos dos próprios jornalistas, também condenados a perder direitos conquistados.
Cesinha, como é conhecido, tocou, inclusive, em nossa ferida. Questionou os jornalistas por afirmarem que o governo vai mal, mas a economia vai muito bem. E concluiu: "É que a imprensa brasileira confunde economia nacional com business. Os negócios realmente vão muito bem, mas para 20 mil famílias, cerca de 80 a 100 mil pessoas, que controlam 80% do estoque da dívida interna e vivem da renda proveniente do pagamento de R$ 154 bilhões anuais em juros."
A política econômica que destina este caminhão de dinheiro para os que usufruem de juros a 19,5% ao mês é a mesma que gasta apenas R$ 7 bilhões com o Bolsa-Família. Ela é resultado de uma estranha e perversa aliança entre os mais ricos e os mais pobres desde o governo de Fernando Collor, de acordo com César Benjamin. Esta aliança faz com que os "invisíveis", ou seja, os que lucram com os juros exorbitantes, continuem com seus privilégios intocáveis. Já os trabalhadores e nos quais se incluem os jornalistas (queiram ou não), continuam sendo perseguidos em seus "privilégios": carteira assinada, previdência social, férias e décimo-terceiro. "Privilégios" que, aos poucos eles vêm acabando, assim como o próprio emprego: um em cada três brasileiros está desempregado ou em processo de subemprego crônico. Apesar disso, César Benjamin é otimista: a crise de esperança, na sua opinião, é a própria crise de reciclagem dessa aliança e abre espaço para o surgimento de uma aliança mais saudável entre trabalhadores, cultura e pobreza.
O Bar Aparelho reabre na próxima segunda-feira:o convidado é o Bispo Waldir Calheiros. Venha entrevistá-lo junto com seus amigos, numa divertida coletiva regada a muita descontração.
Não fique só, fique sócio.
Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro
www.jornalistas.org.br






