SJPMRJ envia resposta à Boechat

SJPMRJ envia resposta à Boechat

Atualizado em 02/09/2005 às 15:09, por Fonte: SJPMRJ.


Confira a seguir a nota divulgada no site do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro em resposta às críticas levantadas por Ricardo Boechat, diretor de jornalismo da TV Bandeirantes/Rio, em relação a carta enviada à imprensa pelo sindicato, no qual a entidade comenta o caso da jornalista Nadja Haddad, baleada na última terça-feira, em frente ao morro Dona Marta, no Rio de Janeiro, durante a realização da cobertura de uma ação policial na favela.

Em seu programa de hoje (01/09) na rádio Band News, o apresentador Ricardo Boechat, diretor de Jornalismo da TV Bandeirantes, atacou com virulência o Sindicato de Jornalistas do Rio, com agressões pessoais ao seu presidente. Foi uma reação à nota divulgada pelo Sindicato com críticas aos veículos que se recusam a discutir medidas de segurança para a cobertura da guerra nos morros cariocas. Esta semana a jovem Nadja Haddad, repórter da Band, foi baleada na rua São Clemente, em frente ao Dona Marta, onde iria cobrir mais uma batalha do narcotráfico. Em nenhum momento o Sindicato atacou os chefes do jornalismo da Band, em especial Boechat, que sempre mereceu nosso respeito como profissional. Faltaríamos com nosso dever, no entanto, se, neste momento, não manifestássemos a profunda preocupação da categoria com a vida dos jornalistas. Muitas vezes os profissionais deslocados para essas áreas sequer têm contratos de trabalho legais, que possam ampará-los e às suas famílias em casos de acidente. Tentamos incluir este ano no acordo coletivo com o patronato a criação de comissões de segurança nas redações para elaborar regras de proteção aos jornalistas. O acidente com a repórter da Band impõe a inclusão de mais um item nesse debate, além dos que discutimos há três anos: a blindagem dos carros de reportagem deslocados para as regiões conflagradas. Insistimos na urgência desta discussão, antes que se multipliquem tragédias como a de Tim Lopes, da TV Globo, torturado e morto por traficantes. No lugar de ataques e salamaleques diversionistas, apelamos aos dirigentes das redações, como Ricardo Boechat, e aos donos dos veículos de comunicação do Rio de Janeiro para que venham discutir com toda a categoria a adoção de métodos para preservar a vida no jornalismo do Rio de Janeiro.