Sites de redes sociais atraem mais internautas que pornografia, diz pesquisador em web

Sites de redes sociais atraem mais internautas que pornografia, diz pesquisador em web

Atualizado em 16/09/2008 às 15:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Especialista em Internet afirma que sites de redes sociais estão atraindo um maior número de pessoas, desbancando a pornografia online e colocando em destaque uma importante mudança na maneira pela qual as pessoas se comunicam. Bill Tancer, gerente-geral de pesquisa mundial da Hitwise, empresa de rastreamento de atividades na web, divulgou uma pesquisa em que informações sobre mais de 10 milhões de usuários de Internet foram analisadas.

Segundo publicado pela agência Reuters, Tancer concluiu que, na verdade, as pessoas são aquilo que clicam. Desta forma, ele aponta que uma das grandes mudanças no uso da web, ao longo dos últimos dez anos, vem sendo a queda do interesse pela pornografia ou por sites de entretenimento adulto. Isso porque o tráfego de internautas passou para a comunicação em redes sociais, integrando comunidades interativas e diversificadas. Em seu livro "Click: What Millions of People are Doing Online and Why It Matters" ("O Que Milhões de Pessoas Estão Fazendo Online e Por Que Isso Importa"), o especialista afirma que analisar as buscas na Internet não só reflete o que está acontecendo online, mas oferece um quadro mais amplo do comportamento da sociedade e das pessoas.

"Existem certos padrões em nosso uso da Internet que tendemos a repetir de maneira muito específica e previsível, de buscas por dietas a vestidos de baile de formatura, passando por aquilo que fazemos nos feriados", disse Tancer em entrevista à Reuters. Ele acrescentou, também, que a busca por pornografia na rede se reduziu a cerca de 10% do total de buscas na rede, ante 20% uma década atrás, e que as buscas mais populares da Internet agora são as relacionadas a esses sites de redes sociais. "À medida que cresce o tráfego nas redes sociais, decrescem as visitas aos sites pornográficos", disse Tancer, apontando que, na faixa etária dos 18 aos 24 anos, as buscas por pornografia mostravam queda particularmente significativa.

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