Site acusa Presidente da Inguchétia de mandar matar jornalista opositor
Site acusa Presidente da Inguchétia de mandar matar jornalista opositor
Uma investigação independente feita pelo site ingushetiya.ru , divulgada no último sábado (20), aponta o presidente da república russa da Inguchétia, Murat Zyazikov, como mandante do assassinato do jornalista opositor Magomed Yevloyev, morto em 31 de agosto deste ano.
Segundo a versão oficial, Yevloyev, fundador da página virtual, morreu decorrente de um disparo "acidental". A pistola de um dos policiais - que haviam detido o jornalista no aeroporto e o levavam, em uma viatura policial, à delegacia para que "prestasse depoimento" - teria disparado "sem querer" contra a cabeça de Yevloyev.
De acordo com o site, no mesmo dia 31, o presidente inguche, ligou para o chefe de seu serviço de segurança - que é seu primo - para informá-lo de que o jornalista viajaria no mesmo avião que ele, e também para ordenar seu assassinato.
Por sua vez, o primo de Zyazikov, entrou em contato com o responsável pelos serviços de segurança do ministro do Interior da república russa, que informou ao titular, Musa Medov.
O site acrescenta que Medov se encarregou de reunir agentes para participarem do assassinato, para que o responsável pelos serviços de segurança do ministro do Interior esconlhesse os candidatos entre seus guarda-costas.
Yevloyev foi detido ao chegar ao aeroporto de Magas, a capital inguche, "para ser levado a dependências policiais a fim de que prestasse depoimento" sobre uma explosão ocorrida na maior cidade da Inguchétia, Nazran, informou então o Ministério do Interior dessa república.
Conforme o site opositor, após a detenção do jornalista, o chefe dos serviços de segurança do ministro do Interior inguche ligou a Medov para informar que haviam "acabado" com o repórter.
Segunda a agência de notícias Efe, a lista dos supostos envolvidos no caso publicada pelo ingushetiya.ru e liderada pelo presidente da república da Inguchétia, aponta para 16 pessoas, das quais duas ainda não foram identificadas, acrescenta o portal.
Um dia depois após a morte de Magomed Yevloyev, o presidente da Inguchétia, república vizinha da Chechênia, prometeu uma investigação minuciosa do caso.
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