Site acusa Associação dos Cronistas Esportivos de SP de vender credenciamentos

Site acusa Associação dos Cronistas Esportivos de SP de vender credenciamentos

Atualizado em 24/11/2009 às 17:11, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

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Em matéria publicada na última segunda-feira (23), o site acusa Ricardo Capriotti, presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (Aceesp), de vender credenciais da entidade, as quais permitem acesso à eventos esportivos.

De acordo com o site, Capriotti emite as credenciais irregularmente por não pedir comprovação de habilitação técnica de radialista (DRT) ou jornalista (MTB); apenas uma declaração por escrito do veículo de comunicação em que atua o requerente, além de uma taxa de R$. 160,00.

O site aponta também suposta irregularidade na legislação base para a emissão do credenciamento. No verso da credencial, a entidade apresenta o Decreto Estadual 1002, de outubro de 1946, além da assinatura de seu presidente. De acordo com a reportagem, o decreto não existe e teria sido utilizado por Capriotti em conluio com a Aceesp.

Para comprovar sua acusação, o Futebol Interior apresenta um documento que indica uma pesquisa requisitada pela página junto à Casa Civil do Estado de São Paulo. A busca teria concluído que a lei citada pela Aceesp nunca existiu.

Em resposta às acusações da página, a Aceesp publicou nota em seu site negando que o presidente venda credenciais. Salientou que o valor cobrado pela emissão da carteira "está dentro da média do que é praticado por outras entidades semelhantes em todo o país".

Sobre o decreto que serve de aporte ao credenciamento dos profissionais na entidade, disse não ser de responsabilidade da administração de Capriotti, pois "está há décadas impresso" em sua credencial.

Por último, negou que as carteiras sejam fornecidas sem que a entidade verifique a capacitação técnica do solicitante. "Para obter credenciamento junto a Aceesp, todo veículo de comunicação deve solicitar o documento do seu funcionário em papel timbrado, detalhando as informações pessoais. Para ser sócio da entidade é preciso comprovar a condição de jornalista ou radialista com o devido registro do MTB e DRT", explica o comunicado.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Capriotti negou que a associação comercialize as carteiras, mas admitiu que "houve uma falha" ao não verificar a "validade" da legislação apresentada no verso da credencial. "Passou despercebido por todo mundo durante décadas. Hoje (terça), eu vi uma credencial de 1953 que tinha a mesma lei impressa", comentou. "A gente não sabe o que aconteceu, esperamos uma definição da pesquisa sobre o decreto", disse Caprioti referindo-se ao pedido de verificação de vigência da lei feito pela própria Aceesp após a denúncia do site.

Ao ser indagado se não seria imprudência do presidente da entidade assinar uma credencial que apresenta uma lei possivelmente extinta, Capriotti reafirmou que aguarda o resultado da consulta para proceder a respeito. "Evidente que isso deveria ter sido verificado. Mas se outros presidentes também assinaram, nós vamos ver o que deve ser feito. Mas sim, houve uma desatenção de décadas que deverá ser corrigida".

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