Síria nega sequestro de jornalista americano após Biden responsabilizar regime de al-Assad

Após o presidente dos Estados Unidos Joe Biden afirmar em um comunicado "saber com certeza" que o jornalista Austin Tice "foi

Atualizado em 17/08/2022 às 14:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Após o presidente dos Estados Unidos Joe Biden afirmar em um comunicado "saber com certeza" que o jornalista Austin Tice "foi detido pelo regime sírio", o governo de Bashar al-Assad negou nesta quarta-feira (17) a prisão do profissional de imprensa.
Em nota, o ministério de Relações Exteriores afirmou que "a República Árabe Síria nega ter sequestrado ou provocado o desaparecimento de qualquer cidadão americano que tenha entrado em seu território ou residido em áreas sob sua autoridade".
No dia 14 de agosto, o sequestro de Tice em Damasco, capital da Síria, completou 10 anos. Ele trabalhou como fotógrafo para veículos como Agence France Presse, Washington Post e CBS e tinha 31 anos quando foi detido em um posto de controle do governo. Crédito: Reprodução Washington Post Museu na Pensilvânia dedicado ao jornalismo conta com exposição sobre Austin Tice Um mês depois Tice apareceu em um vídeo com os olhos vendados, sob controle de um grupo de homens armados. Desde então não se sabe quase nada sobre ele.
Recompensa

As autoridades americanas anunciaram em 2018 uma recompensa de um milhão de dólares por informações que levassem a seu paradeiro.
Ex-fuzileiro que estava cursando a Escola de Direito de Georgetown, o jornalista foi à Síria em maio de 2012 para cobrir como freelancer o impacto da guerra no trabalho de veículos de imprensa.
No Newseum, museu dedicado ao jornalismo situado na Pensilvânia, um imenso banner sobre o caso Austin Tice está pendurado na entrada principal. Ao lado de uma foto com o rosto do jornalista, a peça traz a frase em caixa alta "MANTIDO PRESO POR SER UM JORNALISTA DESDE AGOSTO DE 2012". No interior do museu, uma exposição sobre Tice traz fotos, objetos de uso pessoal do jornalista e amostras de seus textos.