SIP e CPJ condenam ataque contra família de jornalista que denunciou narcotráfico

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenaram o ataque no último dia 11 de dezembro contra o argentino Sergio Hurtado, que denunciou o tráfico de drogas na região.

Atualizado em 18/12/2015 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

(SIP) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) condenaram o ataque no último dia 11 de dezembro contra o argentino Sergio Hurtado, que denunciou o tráfico de drogas na região.
Crédito:Reprodução Esposa do jornalista (foto) foi estuprada durante o ataque
De acordo com as entidades, o caso ocorreu na cidade de San Antonio de Areco, na casa do jornalista. Dois homens armados invadiram o local por volta das 4h30 e pediram dinheiro. A esposa dele, Cristina Hurtado, foi estuprada.
Os agressores intimidaram Hurtado, que é diretor e dono da Rádio Luna FM, e disseram para deixar de falar sobre o comércio de drogas. O jornalista vem denunciando diversos casos de tráfico na cidade.
O filho mais velho do casal, de 15 anos, acordou com os gritos e viu os pais ameaçados com armas, informou o La Nación . Decidiu, então, voltar para seu quarto e fingir que estava dormindo. Antes de fugir, os homens roubaram dinheiro, telefones celulares e outros aparelhos eletrônicos.

O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, manifestou solidariedade à família e pediu que as autoridades não deixem de lado a possibilidade de que as denúncias jornalísticas contra o narcotráfico tenham motivado o crime.
No mesmo dia do ataque, a polícia prendeu dois suspeitos. Eles foram identificados como Miguel Ángel Paraná, de 18 anos, e Santiago Leiva, de 21. A mulher do jornalista reconheceu os agressores como moradores locais, conhecidos por venderem drogas.
O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) também repudiou o caso. "As autoridades argentinas devem processar os responsáveis por este crime impiedoso com todo o rigor da lei”, disse Carlos Lauría, coordenador sênior do Programa das Américas do CPJ, ao pedir segurança ao profissional e à família dele.