SIP e ANJ criticam Projeto de Lei argentino para "estatização" do papel-jornal
Atualizado em 19/12/2011 às 09:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, sigla em espanhol) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) criticaram a proposta do governo argentino de transformar o papel-jornal em um "bem de interesse público" e afirmaram que a medida é uma "afronta à liberdade de expressão", noticia o .
Em , a entidade que representa os jornais brasileiros se solidarizou com a imprensa argentina e considerou o projeto "extremamente preocupante", pois "dará ao governo argentino o poder de limitar o acesso às empresas jornalísticas".
"É inadmissível a disposição das autoridades argentinas, já demonstrada em outras oportunidades, de coagir e interferir na atividade jornalística. Essa permanente postura de confronto com os jornais é fruto do autoritarismo e da dificuldade de convivência com a crítica, essencial nas sociedades democráticas", afirmou a ANJ.
O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Gustavo Mohme, disse que a Lei é uma "manobra do governo para controlar os jornais". Críticos ao projeto afirmam que é um "confisco velado".
O Clarín , um dos principais acionistas da empresa Papel Prensa, publicou, na capa do domingo (18), o artigo 32 da Constituição argentina, para afirmar que a proposta é "inconstitucional". O "Congresso Federal não ditará leis que restrinjam a liberdade de imprensa ou estabeleçam sobre ela a jurisdição federal", prevê o artigo.
Na última quinta-feira (15), o Projeto de Lei para "estatização" do papel-jornal foi aprovado pela Câmara dos Deputados por 134 votos a favor e 92 contra. O documento segue para discussão e eventual aprovação no Senado, no dia 22 de dezembro.
Caso aprovado, a Papel Prensa, principal produtora e distribuidora de papel-jornal do país, ficará submetida ao Estado, que passará a regular a produção, comercialização e distribuição do material. Atualmente, o Governo possui 27,5% das ações da empresa, que pertence, majoritariamente, ao Clarín (49%) e ao La Nación (22%), os veículos "mais representativos da oposição à Casa Rosada".
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Em , a entidade que representa os jornais brasileiros se solidarizou com a imprensa argentina e considerou o projeto "extremamente preocupante", pois "dará ao governo argentino o poder de limitar o acesso às empresas jornalísticas".
"É inadmissível a disposição das autoridades argentinas, já demonstrada em outras oportunidades, de coagir e interferir na atividade jornalística. Essa permanente postura de confronto com os jornais é fruto do autoritarismo e da dificuldade de convivência com a crítica, essencial nas sociedades democráticas", afirmou a ANJ.
O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Gustavo Mohme, disse que a Lei é uma "manobra do governo para controlar os jornais". Críticos ao projeto afirmam que é um "confisco velado".
O Clarín , um dos principais acionistas da empresa Papel Prensa, publicou, na capa do domingo (18), o artigo 32 da Constituição argentina, para afirmar que a proposta é "inconstitucional". O "Congresso Federal não ditará leis que restrinjam a liberdade de imprensa ou estabeleçam sobre ela a jurisdição federal", prevê o artigo.
Na última quinta-feira (15), o Projeto de Lei para "estatização" do papel-jornal foi aprovado pela Câmara dos Deputados por 134 votos a favor e 92 contra. O documento segue para discussão e eventual aprovação no Senado, no dia 22 de dezembro.
Caso aprovado, a Papel Prensa, principal produtora e distribuidora de papel-jornal do país, ficará submetida ao Estado, que passará a regular a produção, comercialização e distribuição do material. Atualmente, o Governo possui 27,5% das ações da empresa, que pertence, majoritariamente, ao Clarín (49%) e ao La Nación (22%), os veículos "mais representativos da oposição à Casa Rosada".
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