SIP denuncia repressão à imprensa na Venezuela; 78 jornalistas agredidos
A crescente pressão do governo venezuelano sobre os veículos de comunicação no país levou a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) a denunciar, na última sexta-feira (8/3), os atos classificados como "violação do exercício jornalístico".
Atualizado em 10/03/2014 às 09:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Situação de agressões à imprensa na Venezuela serão discutidas em reunião da SIP
De acordo com a EFE, a entidade informou que, no período de 12 de fevereiro a 3 de março, pelo menos 78 jornalistas foram agredidos enquanto cobriam os protestos no país. Além disso, um total de 19 repórteres foram separados de suas equipes por soldados da Guarda Nacional Bolivariana.
O jornal El Impulso de Barquisimeto denunciou que uma equipe de jornalistas foi agredida durante um ato de comemoração do primeiro aniversário da morte do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, na última quarta (5/3).
A jornalista Aura Marina Rodríguez e o repórter fotográfico Juan Brito disseram que estavam na Praça Bolívar de Barquisimeto quando foram atacados. Também foram agredidos profissionais das publicações El Informador e La Prensa de Lara.
Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, manifestou preocupação pelo atual cenário da Venezuela, "onde cumprir com o dever dos meios de comunicação de manter informada a população se transformou, aos olhos do Governo, em um ato de oposição".
A situação da liberdade de imprensa no país será um dos temas da reunião que ocorrerá de 4 a 7 de abril em Barbados. A SIP recordou o "bloqueio" que o governo impôs ao canal de notícias colombiano NTN24 e a suspensão/rejeição de permissões de trabalho aos jornalistas da emissora americana CNN, bem como a limitação do acesso às divisas para que os jornais possam importar papel.





