SIP denuncia "deterioração e retrocesso" da liberdade de expressão na América Latina
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) denunciou o retrocesso da liberdade de expressão na América Latina. Segun
Atualizado em 07/05/2015 às 09:05, por
Redação Portal IMPRENSA.
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) denunciou o retrocesso da na América Latina. Segundo a entidade, os primeiros meses deste ano foram "dramáticos" devido às restrições contra veículos de comunicação na Venezuela e no Equador, além dos assassinatos de jornalistas em Honduras e outros países.
Crédito:Reprodução Entidade mostra preocupação com queda da liberdade de imprensa na região
De acordo com a AFP, durante um fórum em San José, patrocinado pelo Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) e pela embaixada dos EUA, o presidente da SIP, Gustavo Mohme, ponderou que o jornalismo é exercido em "condições extremas" na Venezuela e no Equador, o que aponta uma "franca deterioração e retrocesso da liberdade de expressão".
"No Equador, existe apenas a verdade do [presidente Rafael] Correa", cujo governo promoveu leis "para reprimir, e não para dar espaço à democracia", critico. Para Mohme, a situação é ainda pior na Venezuela, onde uma série de jornais anunciaram seu possível fim por falta de papel.
O presidente lembrou também de 16 casos de mortes em Honduras. Os assassinatos estão ligados às máfias do tráfico de drogas ou às gangues, enquanto outros podem ser associados a motivações políticas.
Apesar do quadro crítico sobre temas que envolvem a liberdade de imprensa, Mohme classificou a abertura de relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba como um ponto positivo para a região. "Encontramos sinais interessantes.É algo transcendente e que abre espaços na Ilha para tratar do tema dos direitos humanos como parte da agenda do diálogo", completou.
Crédito:Reprodução Entidade mostra preocupação com queda da liberdade de imprensa na região
De acordo com a AFP, durante um fórum em San José, patrocinado pelo Instituto Interamericano de Direitos Humanos (IIDH) e pela embaixada dos EUA, o presidente da SIP, Gustavo Mohme, ponderou que o jornalismo é exercido em "condições extremas" na Venezuela e no Equador, o que aponta uma "franca deterioração e retrocesso da liberdade de expressão".
"No Equador, existe apenas a verdade do [presidente Rafael] Correa", cujo governo promoveu leis "para reprimir, e não para dar espaço à democracia", critico. Para Mohme, a situação é ainda pior na Venezuela, onde uma série de jornais anunciaram seu possível fim por falta de papel.
O presidente lembrou também de 16 casos de mortes em Honduras. Os assassinatos estão ligados às máfias do tráfico de drogas ou às gangues, enquanto outros podem ser associados a motivações políticas.
Apesar do quadro crítico sobre temas que envolvem a liberdade de imprensa, Mohme classificou a abertura de relações diplomáticas entre Estados Unidos e Cuba como um ponto positivo para a região. "Encontramos sinais interessantes.É algo transcendente e que abre espaços na Ilha para tratar do tema dos direitos humanos como parte da agenda do diálogo", completou.





