SIP debate violência contra jornalistas na América Latina
SIP debate violência contra jornalistas na América Latina
No último sábado (20), a Sociedade Interamericana de Imprensa, reunida na cidade de Oranjestad, em Aruba, alertou para a atual situação vivenciada por jornalistas da América Latina. De acordo com a entidade, seqüestros e atentados têm deteriorado a liberdade de expressão na região.
Robert Rivard, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa da SIP e diretor do jornal San Antonio Express News , afirmou que, nos últimos meses ao todo 12 jornalistas foram assassinados na América Latina.
O último dos casos ocorreu na última sexta-feira (19), na cidade de Montería, na Colômbia. Diretor da revista El Pulso del Tiempo, o jornalista Clodomiro Castillo Espino foi morto a tiros.
Durante a reunião semestral da SIP, Rivard ressaltou que o pior cenário é vivenciado pelo México, onde jornalistas são vítimas do confronto entre governo e o cartel de drogas. Ao todo, seis profissionais de imprensa foram mortos nos últimos meses e outros três são mantidos reféns atualmente.
Em toda a América Latina, desde 2005, registrou-se a morte de 44 jornalistas, 17 delas ocorridas somente em 2009. Nos últimos seis meses, de acordo com a entidade, 12 profissionais de imprensa foram assassinados.
Para Rivard, os cartéis do trafico, a corrupção, o assedio dos governos e a fragilidade das instituições públicas configuram o panorama contra a imprensa na América Latina. O encontro da SIP, além da violência, debate a pressão e o embate entre governo e meios de comunicação em diversos países, como Argentina, Venezuela, Bolívia, Honduras e Brasil.
Segundo a SIP, em várias ocasiões o cenário brasileiro se compara ao da Venezuela, que sofre com a briga entre o presidente Hugo Chávez e os meios privados de imprensa.
"O Governo brasileiro confunde a concentração de meios de comunicação com a existência de monopólios, o que o leva a combater a liberdade de imprensa", diz o relatório sobre o Brasil.
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