SIP condena pretensão de Hugo Chávez de controlar ações da Globovisión

SIP condena pretensão de Hugo Chávez de controlar ações da Globovisión

Atualizado em 22/07/2010 às 09:07, por Redação Portal IMPRENSA.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou a pretensão do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de controlar grande parte das ações da rede privada de TV Globovisión como um "atropelo flagrante à liberdade de imprensa e à liberdade de empresa".

Divulgação
Hugo Chávez

A SIP lembrou da campanha iniciada por Chávez contra o proprietário do canal venezuelano, Guillermo Zuloaga, acusado pelo governo de cobrar juros excessivos em relações comerciais e por formação de quadrilha.

Segundo informações das agência de notícias, a Chancelaria dos EUA informou que monitorará a situação da rede de TV. A SIP manifestou sua revolta em nota assinada pelo presidente Alejandro Aguirre. "Repudiamos profundamente a atitude autoritária do governo Chávez".

Chávez disse na última terça-feira (20) que seu governo passaria a controlar 48,5% das ações da Globovisión, que não são consideradas hereditárias. O valor corresponde à soma das ações do banqueiro Nelson Mezerhane, que fugiu para os EUA após seu banco (Banco Federal) sofrer intervenção do governo, e de Luis Teófilo Nuñez, morto em 2007.

O presidente venezuelano chegou a afirmar que nomearia um representante para o conselho da emissora. A Globovisión negou as informações e disse que manterá a sua posição editorial, de crítica aberta a Chávez. A empresa declarou, ainda, que a entrada de um novo membro no conselho teria de ser aprovada pelos demais. "Resistiremos aos atropelos do caudilho", disse Alberto Federico Ravell, dono de 10% das ações do canal.

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