SIP condena assassinato de radialista em Pernambuco e pede esclarecimento do crime

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o assassinato a tiros do radialista Israel Gonçalves Silva, em Lagoa de Itaenga, em Pernambuco, última terça-feira (10/11).

Atualizado em 13/11/2015 às 12:11, por Redação Portal IMPRENSA.

(SIP) condenou o assassinato a tiros do Israel Gonçalves Silva, em Lagoa de Itaenga, em Pernambuco, última terça-feira (10/11). O profissional teria sido atingido por disparos feitos por dois homens em uma moto.
Crédito:Reprodução Imprensa cobra punição dos assassinos do radialista
Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, manifestou suas condolências aos familiares e colegas do jornalista e cobrou as autoridades para investigar de "maneira exaustiva", esclarecer e punir os responsáveis materiais e intelectuais do crime.
Silva, que também era guarda municipal concursado, apresentava o programa "Microfone Aberto", na Rádio Comunitária de Itaenga, que recebia denúncias dos ouvintes sobre corrupção e desvios praticados por políticos e policiais. Ele já havia recebido ameças de morte por conta de sua atuação contra irregularidades no município.
"Consideramos que o mecanismo mais efetivo para garantir a proteção dos jornalistas é a investigação e o esclarecimento de cada assassinato. Por isso, clamamos por justiça desse e de outros casos impunes", destacou Paolillo.
Quatro pessoas, incluindo dois menores, foram detidas depois do assassinato. Segundo registros da SIP, também foram assassinados no Brasil outros três profissionais: Gleydson Carvalho, Djalma Santos e Evany José Metzker.
Na última quinta-feira (17/11), o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) também repudiou a morte de Silva. "Estamos profundamente preocupados com o aumento alarmante da violência letal contra jornalistas no Brasil, que fez deste país um dos mais perigosos para a imprensa no mundo", disse Carlos Lauría, coordenador sênior do programa do CPJ para as Américas.