SIP condena assassinato de jornalista hondurenho e pede 'investigação exaustiva'

O jornalista foi assassinado a tiras na saída de um centro esportivo. SIP pede investigação exaustiva para esclarecer os motivos do crime.

Atualizado em 17/12/2014 às 16:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) manifestou repúdio ao assassinato do jornalista hondurenho Reynaldo Paz, dono do canal 28. Nesta quarta-feira (17/12), ela condenou a morte do empresário e pediu as autoridades uma investigação exaustiva para esclarecer os motivos do crime.

Segundo El Nuevo Diario , o comunicador de 48 anos foi morto a tiros enquanto deixava um centro esportivo em Comayaguae, em Honduras. Na ocasião, desconhecidos o abordaram e dispararam várias vezes em sua direção, que tentou encontrar seu veículo para se proteger.
O presidente da Comissão da Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, reiterou suas condolências à família e colegas do jornalistas e instou autoridades a "aprofundar e acelerar as investigações para conhecer os motivos e definir as responsabilidades pelo assassinato".
O El Tiempo registrou que, de acordo com as investigações policiais, Paz foi morto "por usar seu veículo de comunicação para fazer declarações sobre a situação do país". Paolillo disse, ainda, que falta proteção ao exercício do jornalismo no país centro-americano, destacando que "o mais eficaz combate a impunidade é a investigação e a punição dos responsáveis [de crimes contra jornalistas]".
Neste ano, os jornalistas Nery Francisco Soto Torres, do Canal 23, Herlyn Espinal, de Televicentro e Hoy Mismo, e Carlos Hilario Mejía Orellana, da Radio Progreso, foram assassinados em Honduras.