SIP condena assassinato de fotojornalista mexicano e cobra investigação

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o assassinato do fotojornalista mexicano Rubén Espinosa e cobrou investigação sobre o crime para que os responsáveis sejam penalizados.

Atualizado em 04/08/2015 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

(SIP) condenou o assassinato do mexicano Rubén Espinosa e cobrou investigação sobre o crime para que os responsáveis sejam penalizados.
O presidente da entidade, Gustavo Mohme, disse à EFE que "o assassinato de Espinosa é um grave sinal da decadência e da violência que afeta o México e os jornalistas em particular", considerando lamentável o sucedido no local "onde ele [Rubén Espinosa] procurou refúgio para salvaguardar a sua integridade física".
Crédito:Reprodução/Facebook Entidade cobra penalização dos responsáveis pela morte de Espinosa
O repórter fotográfico, de 31 anos, foi encontrado morto na última sexta-feira (31/7) junto com quatro mulheres, num apartamento da capital mexicana. O corpo possuía sinais de tortura. Ele prestava serviços para a revista Proceso , o jornal AVC Noticias e na agência Cuartoscuro, todas pertencentes ao Estado de Veracruz, no golfo do México.
A morte do fotojornalista ocorreu após ele ter sido vítima de vários ataques desde junho, quando denunciou às autoridades ter sofrido ameaças de morte. Este ano, três outros jornalistas foram assassinados no México: Filadelfo Sánchez Sarmiento, do Estado de Oaxaca, Armando Saldaña Morales e Moisés Sànchez Cerezo, ambos de Veracruz.
O presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, Claudio Paolillo, criticou o "mecanismo ineficiente e fraco do México para proteger os jornalistas e o desempenho dos defensores dos Direitos Humanos."