SIP aprova relatório que condena agressões a jornalistas em protestos no Brasil
A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) aprovou na última terça-feira (22/10) um relatório sobre a liberdade de expressão no Brasil. O documento repudia os ataques aos profissionais da imprensa durante as manifestações no país.
De acordo com a Folha de S.Paulo, o texto foi ratificado pela assembleia anual da entidade, encerrada na última terça (22/10), em Denver, nos Estados Unidos. O documento produzido pela ANJ (Associação Nacional de Jornais) revela 70 casos de agressão, 21 deles no dia da Independência.
Segundo o boletim, a maior parte das hostilidades nesse dia, ou seja 85% delas, partiu da polícia, em especial pelo "uso ostensivo de spray de pimenta". Homicídios de jornalistas em virtude de seu trabalho também foram qualificados como ameaças à liberdade de imprensa no país.
A ANJ apontou duas mortes neste ano. Uma em Coronel Fabriciano (MG), em abril, e outra em Ipatinga (MG), em março. O texto relata também nove casos de ameaça a jornalistas, mais nove de censura judicial e ataques a prédios e carros de empresas de comunicação.
Na América Latina, 14 profissionais foram assassinados no último semestre, contabilizando o maior número em 20 anos. "A demora nas investigações e no julgamento dos autores é preocupante", destacou Mário Gusmão, vice-presidente da ANJ.
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