Sindjorce apresenta contraproposta de 11,84%
Sindjorce apresenta contraproposta de 11,84%
Atualizado em 14/09/2005 às 10:09, por
Por: Sindicato dos Jornalistas do Ceará.
Reajuste de 11,84%, vale-refeição, quinqüênio, participação nos lucros das empresas e adicional para repórteres que desempenham eventualmente função de editor. Esta é a essência da contraproposta apresentada hoje pelo Sindjorce ao Sindicato das Empresas Proprietárias de Jornais e Revistas, durante a quinta rodada de negociação da Campanha Salarial 2005/2006. O Sindjorce recuou não só no índice de reajuste salarial, inicialmente estipulado em 12%, como também nas reivindicações de apuração de eventuais denúncias de assédio moral, impedimento de jornalistas trabalharem por mais de dois domingos seguidos e seguro viagem.
O recuo de 12% para 11,84% foi proporcional ao "avanço" das empresas na mesa de negociação, que aumentaram de 2,43% para 3,78% o percentual de reajuste oferecido aos jornalistas. "Para abaixar o índice, usamos o mesmo raciocínio das empresas. À proporção que eles forem aumentando a proposta deles, vamos diminuindo a nossa, até chegarmos a um consenso", explicou a presidente do Sindjorce, Déborah Lima. "Quanto ao recuo nos demais ítens, é para mostrar às empresas que estamos dispostos a abrir mão de algumas reivindicações em nome de um acordo", disse Déborah.
Ao contrário do Sindjorce - que já abriu mão de quatro ítens da pauta de reivindicações dos jornalistas -, as empresas ainda não sinalizaram favoravelmente em relação a um acordo. Pelo contrário. Em troca de uma "promessa velada" de recompor a inflação dos últimos doze meses (5,01%), os patrões querem alterar e até excluir cláusulas que estão na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria há décadas.
Entre os objetivos dos patrões estão reduzir o valor do seguro para cobrir acidentes de trabalho que resultem em morte ou invalidez do jornalista; diminuir a complementação do benefício previdenciário para quem tem menos de um ano de empresa; mexer novamente nas diárias de viagem; alterar a estabilidade pré-aposentadoria; e extinguir as cláusulas da matéria paga, da contratação de free lancers, da refeição no horário extraordinário e da estabilidade dos jornalistas durante a campanha salarial.
As empresas pretendem ainda deixar de remunerar os dias em que os jornalistas, designados pelo sindicato para participarem de eventos, tiverem de se ausentar da redação, além de não mais pagar o salário dos dirigentes sindicais liberados para o exercício do mandato. Hoje, a presidente Déborah Lima, funcionário do O POVO, é a única diretora do Sindjorce a gozar desse benefício, apesar de o sindicato ter direito à liberação de cinco diretores. Isso comprova que a liberação de dirigentes sindicais tem um impacto mínimo nas finanças dos jornais.
Segundo o negociador trabalhista Ramon Esteves, representante dos patrões na mesa de negociação, remunerar dirigentes sindicais é um investimento sem retorno para as empresas. "Nós precisamos que cada centavo aplicado tenha retorno. Os jornais estão trabalhando no vermelho. Temos de enxugar onde pudermos enxugar. Economizando um centavo aqui, outro ali, conseguiremos equilibrar nossas contas. Mas não estamos querendo chamar ninguém para briga. Isso não é provocação", afirmou.
A suposta "crise financeira" alardeada pelas empresas de jornais do Ceará não corresponde aos números apresentados pelo jornal Meio & Mensagem, segundo o qual, os jornais brasileiros apresentaram, em 2005, um crescimento no faturamento da ordem de 13,27%, em relação ao ano passado.
"Neste ano, os patrões não poderão se valer do argumento de que seus veículos passam por problemas financeiros, para evitar conceder aumentos reais de salários e outros benefícios para os jornalistas", alerta o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Para a entidade, a estratégia de "cachorro magro" utilizada pelos empresários cai por terra diante da rápida escalada do faturamento com publicidade, principal fonte de receita da mídia brasileira.
O recuo de 12% para 11,84% foi proporcional ao "avanço" das empresas na mesa de negociação, que aumentaram de 2,43% para 3,78% o percentual de reajuste oferecido aos jornalistas. "Para abaixar o índice, usamos o mesmo raciocínio das empresas. À proporção que eles forem aumentando a proposta deles, vamos diminuindo a nossa, até chegarmos a um consenso", explicou a presidente do Sindjorce, Déborah Lima. "Quanto ao recuo nos demais ítens, é para mostrar às empresas que estamos dispostos a abrir mão de algumas reivindicações em nome de um acordo", disse Déborah.
Ao contrário do Sindjorce - que já abriu mão de quatro ítens da pauta de reivindicações dos jornalistas -, as empresas ainda não sinalizaram favoravelmente em relação a um acordo. Pelo contrário. Em troca de uma "promessa velada" de recompor a inflação dos últimos doze meses (5,01%), os patrões querem alterar e até excluir cláusulas que estão na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria há décadas.
Entre os objetivos dos patrões estão reduzir o valor do seguro para cobrir acidentes de trabalho que resultem em morte ou invalidez do jornalista; diminuir a complementação do benefício previdenciário para quem tem menos de um ano de empresa; mexer novamente nas diárias de viagem; alterar a estabilidade pré-aposentadoria; e extinguir as cláusulas da matéria paga, da contratação de free lancers, da refeição no horário extraordinário e da estabilidade dos jornalistas durante a campanha salarial.
As empresas pretendem ainda deixar de remunerar os dias em que os jornalistas, designados pelo sindicato para participarem de eventos, tiverem de se ausentar da redação, além de não mais pagar o salário dos dirigentes sindicais liberados para o exercício do mandato. Hoje, a presidente Déborah Lima, funcionário do O POVO, é a única diretora do Sindjorce a gozar desse benefício, apesar de o sindicato ter direito à liberação de cinco diretores. Isso comprova que a liberação de dirigentes sindicais tem um impacto mínimo nas finanças dos jornais.
Segundo o negociador trabalhista Ramon Esteves, representante dos patrões na mesa de negociação, remunerar dirigentes sindicais é um investimento sem retorno para as empresas. "Nós precisamos que cada centavo aplicado tenha retorno. Os jornais estão trabalhando no vermelho. Temos de enxugar onde pudermos enxugar. Economizando um centavo aqui, outro ali, conseguiremos equilibrar nossas contas. Mas não estamos querendo chamar ninguém para briga. Isso não é provocação", afirmou.
A suposta "crise financeira" alardeada pelas empresas de jornais do Ceará não corresponde aos números apresentados pelo jornal Meio & Mensagem, segundo o qual, os jornais brasileiros apresentaram, em 2005, um crescimento no faturamento da ordem de 13,27%, em relação ao ano passado.
"Neste ano, os patrões não poderão se valer do argumento de que seus veículos passam por problemas financeiros, para evitar conceder aumentos reais de salários e outros benefícios para os jornalistas", alerta o Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Para a entidade, a estratégia de "cachorro magro" utilizada pelos empresários cai por terra diante da rápida escalada do faturamento com publicidade, principal fonte de receita da mídia brasileira.






