Sindicato repudia suposta intimidação da PM a jornalista do Acre

Sindicato repudia suposta intimidação da PM a jornalista do Acre

Atualizado em 29/04/2010 às 12:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O Sindicato dos Jornalistas do Acre (Sinjac) mostrou-se solidário à jornalista Ana Paula Batalha, que diz ter sido vítima de intimidação por parte da Polícia Militar do estado (PM-AC). Subeditora do jornal A Tribuna , da capital Rio Branco, a jornalista alega que policiais foram até a redação do veículo, no último sábado (24), alertar sobre matéria que sairia na edição de domingo da publicação, envolvendo o subcomandante da corporação, Paulo César Rocha.

A reportagem, feita por Ana Paula, questionava participação do subcomandante na campanha eleitoral do deputado estadual Taumaturgo Lima (PT). O oficial, segundo a matéria, teria utilizado um evento da PM para pedir votos ao parlamentar.

Ana Paula diz que policiais à paisana foram até a redação do jornal alertar sobre a publicação da matéria. A conversa teria sido feito com a direção do veículo. Após a visita, a reportagem foi engavetada pelo jornal.

"Os agentes policiais, sobretudo os investido em funções de comando, não estão acima da lei. Eles não podem agir ao bel prazer, enviando seus subordinados às redações a fim de intimidar jornalistas", diz o sindicato, em nota.

No texto, assinado pela diretoria, o Sinjac informa que irá notificar a Promotoria do Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público do Estado (MPE-AC) para apurar o caso. O objetivo, segundo a entidade, é "evitar que um direito sagrado da sociedade, a liberdade de expressão, seja atingida por interesses pessoais".

Ouvido pela reportagem, o subcomandante negou a presença dos policiais na redação do jornal. Paulo César se disse "oprimido, sem direito de resposta", diante da acusação.

O subcomandante ainda classificou a denúncia de "calúnia" e desmentiu a informação de que tenha utilizado evento público para apoiar o deputado petista. Ao ser entrevistado por Ana Paula, o oficial diz apenas pediu que ela falasse com mais fontes para apurar a matéria.

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