Sindicato dos jornalistas egípcio condena censura do governo contra jornais

O Sindicato de Jornalistas do Egito condenou no último domingo (23/8) as tentativas do governo de censurar os jornais do país. A entidade manifestou preocupação com o que classificou como "fortes indicadores" contra a liberdade de imprensa.

Atualizado em 24/08/2015 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

condenou no último domingo (23/8) as tentativas do governo de censurar os jornais do país. A entidade manifestou preocupação com o que classificou como "fortes indicadores" contra a liberdade de imprensa.
Crédito:Reprodução Jornal foi censurado por conter artigo sobre o presidente egípcio
De acordo com o órgão, o conteúdo de alguns jornais foram omitidos ou alterados por "organismos de supervisão desconhecidos". O editor-chefe do Almesreyoon , Gamal Soltan, afirmou que uma autoridade decidiu interromper a versão impressa da publicação por conta de um artigo sobre o presidente Abdel Fattah al-Sisi.
"O Comitê apela para o fim dessas violações", disse o comunicado, que lembrou do Artigo 17 da Constituição egípcia, o qual proíbe a censura, o confisco, suspensão ou encerramento de jornais e serviços de mídia.
Por sua vez, o governo sustenta que não limita a liberdade de imprensa. Sisi negou os recentes casos de jornalistas detidos no país por publicações políticas.