Sindicato dos Jornalistas discute obrigatoriedade do diploma com alunos da PUC-SP
Sindicato dos Jornalistas discute obrigatoriedade do diploma com alunos da PUC-SP
Moacir Assunção, secretário de finanças do Sindicato dos Jornalistas do Estado de São Paulo e repórter de política do Estadão, esteve na PUC-SP, nesta quinta-feira (6), onde participou de um debate sobre a obrigatoriedade do diploma de jornalista com os alunos de Comunicação Social.
A discussão, organizada pelo Profº Rodrigo Priolli que ministra a disciplina Legislação e Ética, serviu para os alunos tirarem dúvidas também em relação às normas para o estágio de jornalismo e o mercado atual de jornalismo.
Assunção explicou que a entidade defende o diploma específico de jornalismo porque acredita que é necessário aos profissionais se qualificarem assim como ocorre com outras profissões como engenharia e medicina.
Questionado se em cidades muito interioranas, nas quais o acesso à universidade é raro e dificultado, exigir o diploma não é restringir o acesso da população às informações, o jornalista afirmou que a defesa da formação superior obrigatória é relacionada ao fato dos grandes veículos de mídia utilizarem em seu quadro de funcionários profissionais não formados em detrimento de outros graduados, causando uma diminuição de vagas no mercado de trabalho. Além disso, segundo Assunção, isso prejudica as campanhas salariais já que os funcionários podem ser formados em diversas áreas. Diante do cenário apresentado, ele afirmou que em casos onde a situação é excepcional a regulamentação será específica.
Sobre a configuração atual do mercado, o jornalista contou que existe em São Paulo cerca de 10 mil jornalistas em atividade, o que é um número pequeno se levar em consideração que o estado é o que mais forma jornalistas no país. Ele também afirmou que nas últimas duas décadas o perfil do estudante de jornalismo mudou já que hoje ele pertence, em sua maioria, a classe média. "Eu acho isto prejudicial porque ele acaba não conhecendo outras realidades. Antes existia muito mais profissional da classe baixa", disse.
Sobre a regulamentação dos estágios, ele afirmou que não pode passar de cinco horas e que precisa ser supervisionado tanto pelo veículo, quanto pela faculdade e o sindicato. Também esclareceu que se o estagiário é processado por alguma matéria quem deve responder judicialmente é somente a empresa.
A partir das 21h outro debate, dessa vez com o presidente do Sindicato, Guto Camargo, acontecerá na Faculdade de Comunicação da PUC-SP.
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