Sindicato dos Jornalistas de SP realizará assembleia para debater violência contra jornalistas
Evento será realizado amanhã, dia 12, na sede da entidade na capital paulista
Atualizado em 11/04/2018 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) realizará amanhã, dia 12, às 20h, assembleia para debater a atuação da entidade nos casos de violência à categoria e discutir novas medidas de proteção ao exercício profissional. O evento contará com a participação da diretoria e do presidente do SJSP, Paulo Zocchi, e é aberto à todos os profissionais de imprensa. Crédito:Divulgação/SJSP No final de semana, o sindicato emitiu uma nota de repúdio contra a hostilidade e violência sofridas por profissionais da imprensa durante a cobertura da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em várias cidades do país.
Mas, alguns trechos do documento causaram mal-estar na imprensa. Um deles garantia que a situação também era culpa das grandes empresas de mídia que, segundo o sindicado, "apoiam o golpe e adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares". Em outro trecho, a entidade afirmava que a violência contra repórteres, fotógrafos e cinegrafistas só terminaria com a liberdade de Lula.
Ontem, dia 10, o Portal IMPRENSA conversou com Paulo Zocchi, presidente do SJSP. Segundo ele, o sindicato reafirma sua posição de repúdio a qualquer violência praticada contra jornalistas. “É necessário garantir o direito de todo jornalista exercer seu trabalho e somos contra qualquer forma de violência”, disse.
Zocchi também comentou a repercussão do comunicado divulgado no final de semana. “Exercemos nossa função institucional que inclui nos expressarmos sobre a situação política do país. A entidade mantém sua posição democrática e não partidária. Entendemos que o país vive um estado de exceção e um golpe envolvendo os três poderes. Avaliamos que os grandes veículos de comunicação têm uma postura favorável ao golpe”
Sobre o trecho do comunicado citando que as agressões só terminariam com a liberdade de Lula, ele afirma que está sendo mal interpretado. “O judiciário vem atropelando algumas questões. Todo o contexto de hostilidade faz parte de um cenário notadamente marcado por excepcionalidades jurídicas e por carência de provas diretamente vinculadas ao ex-presidente. O brasileiro só poderá votar legitimamente com a plena conquista da democracia em nosso país”, disse.
No comunicado divulgado hoje sobre a assembleia, o sindicato afirma que "coloca todos os seus meios, materiais e jurídicos, que são da categoria, à disposição de qualquer jornalista agredido". Em casos anteriores de violência contra os profissionais, a entidade estabeleceu uma colaboração com a Promotoria de Direitos Humanos e Inclusão Social do Ministério Público. "A orientação a partir disso é a de que o primeiro passo é a denúncia formal ao Poder Público, com registro de um Boletim de Ocorrência. Para isso, o Departamento Jurídico está à disposição para acompanhar jornalistas que assim o desejem", conclui o sindicato.
Serviço:
Assembleia sobre a violência contra jornalistas Dia: 12 de abril de 2018 (quinta-feira) Horário: 20h Local: Auditório Vladimir Herzog - sede do Sindicato dos Jornalistas Rua Rego Freitas nº 530 - Sobreloja - Vila Buarque - São Paulo/SP
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Mas, alguns trechos do documento causaram mal-estar na imprensa. Um deles garantia que a situação também era culpa das grandes empresas de mídia que, segundo o sindicado, "apoiam o golpe e adotam uma linha editorial de hostilidade contra as organizações populares". Em outro trecho, a entidade afirmava que a violência contra repórteres, fotógrafos e cinegrafistas só terminaria com a liberdade de Lula.
Ontem, dia 10, o Portal IMPRENSA conversou com Paulo Zocchi, presidente do SJSP. Segundo ele, o sindicato reafirma sua posição de repúdio a qualquer violência praticada contra jornalistas. “É necessário garantir o direito de todo jornalista exercer seu trabalho e somos contra qualquer forma de violência”, disse.
Zocchi também comentou a repercussão do comunicado divulgado no final de semana. “Exercemos nossa função institucional que inclui nos expressarmos sobre a situação política do país. A entidade mantém sua posição democrática e não partidária. Entendemos que o país vive um estado de exceção e um golpe envolvendo os três poderes. Avaliamos que os grandes veículos de comunicação têm uma postura favorável ao golpe”
Sobre o trecho do comunicado citando que as agressões só terminariam com a liberdade de Lula, ele afirma que está sendo mal interpretado. “O judiciário vem atropelando algumas questões. Todo o contexto de hostilidade faz parte de um cenário notadamente marcado por excepcionalidades jurídicas e por carência de provas diretamente vinculadas ao ex-presidente. O brasileiro só poderá votar legitimamente com a plena conquista da democracia em nosso país”, disse.
No comunicado divulgado hoje sobre a assembleia, o sindicato afirma que "coloca todos os seus meios, materiais e jurídicos, que são da categoria, à disposição de qualquer jornalista agredido". Em casos anteriores de violência contra os profissionais, a entidade estabeleceu uma colaboração com a Promotoria de Direitos Humanos e Inclusão Social do Ministério Público. "A orientação a partir disso é a de que o primeiro passo é a denúncia formal ao Poder Público, com registro de um Boletim de Ocorrência. Para isso, o Departamento Jurídico está à disposição para acompanhar jornalistas que assim o desejem", conclui o sindicato.
Serviço:
Assembleia sobre a violência contra jornalistas Dia: 12 de abril de 2018 (quinta-feira) Horário: 20h Local: Auditório Vladimir Herzog - sede do Sindicato dos Jornalistas Rua Rego Freitas nº 530 - Sobreloja - Vila Buarque - São Paulo/SP
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