Sindicato denuncia agressões a jornalistas na Venezuela
Em nota, o Sindicato Nacional de Trabalhadores da Imprensa (SNTP) denunciou na última quarta-feira (17/2) que, aproximadamente, 31 jornalistas foram "reprimidos, detidos e roubados" por efetivos das forças da ordem e por desconhecidos durante os protestos contra o governo venezuelano.
Atualizado em 20/02/2014 às 15:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Protestos atingiram mais de 30 jornalistas da Venezuela
Segundo AFP, a entidade informa a situação dos profissionais de comunicação na Venezuela e afirma que foram registrados, principalmente, ataques em Caracas e nos estados Zulia, Bolívar e Apure. "Os ataques por parte de organismos de segurança, policiais e militares, e de pessoas armadas contra jornalistas aumentaram nos últimos três dias (...) durante a cobertura dos protestos".
O secretário geral do SNTP, Marco Ruiz, afirmou que o trabalho na cobertura das manifestações no país está ficando cada vez mais perigoso. "Os ataques contra os comunicadores sociais são cada vez mais violentos, destacando-se as ameaças com armas de fogo".
O sindicato conta que "o correspondente da rede CNN International foi roubado por homens motorizados armados. Os agressores carregaram as câmeras, equipamentos de transmissão e os telefones do jornalista". A insegurança também foi presenciada pelas equipes de vídeo das agências de notícias Associated Press (AP) e Agence France-Presse (AFP).
Buscando garantir a integridade dos jornalistas, o SNTP pediu ao ministro venezuelano do Interior, Miguel Rodríguez, e à Guarda Nacional Bolivariana "que faça circular instruções para que se proteja e se garanta a integridade dos jornalistas".





