Silas Malafaia e diretor da ABI-SP manifestam apoio à jornalista Rachel Sheherazade

Depois de polêmicas envolvendo a jornalista, SBT vetou comentários em seus telejornais.

Atualizado em 16/04/2014 às 09:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Após as polêmicas envolvendo a jornalista Rachel Sheherazade, âncora do "SBT Brasil", a emissora de Silvio Santos decidiu vetar a opinião dos apresentadores em seus telejornais. Em nota divulgada na última segunda-feira (14/4), o canal informou que os comentários serão feitos apenas em forma de editorial.
Crédito:Divulgação Pastor e entidade de imprensa acham que a jornalista sofreu censura
A medida foi classificada como censura e causou revolta por parte de alguns profissionais. Na última terça-feira (15/4), em texto divulgado no portal , o Pastor Silas Malafaia resolveu manifestar sua indignação com o posicionamento do SBT.
"Que vergonha! Que ridículo! O SBT ceder às pressões de partidos, tais como PSOL, PCdoB e do PT. Partidos esses, que idolatram Fidel Castro, o governo da Venezuela e suas ideologias baseadas em Marx. Na verdade, de democráticos eles não tem nada. Usam a democracia para se estabelecerem, mas querem calar qualquer que tenha a liberdade de se expressar", escreveu.
Para ele, a democracia do país corre riscos. "Uma jornalista, na maior cara de pau, é silenciada. Sabe qual é a verdade que está por detrás dessa questão? É que o SBT recebe milhões de verbas publicitárias do governo, e ter uma jornalista independente é um perigo! Imagine Sheherazade agora falando da roubalheira da Petrobras. É o governo silenciando a jornalista", acrescentou.
Rodolfo Konder, diretor da Associação Brasileira de Imprensa de São Paulo (ABI-SP), divulgou nota em solidariedade à jornalista e também ao SBT pelas pressões efetuadas por partidos e pela ação movida por uma deputada federal.
"Temos a certeza que a jornalista está sendo vítima de acusações infundadas por parte de deputados que deveriam estar lutando pelo fim do banditismo ao invés de polemizarem sobre desabafos", diz um trecho do texto.
O jornalista acredita que Rachel, ao expressar sua opinião, não teve o objetivo, em momento algum, de pedir a morte ou tortura de quem quer que seja. "Sabemos que a jornalista estava no seu direito de livre pensar explanando o desgosto de toda população de bem e trabalhadora que vem a cada dia mais sendo vilipendiada por assaltantes de todas as idades", pondera.
Para o diretor da ABI-SP, a emissora sempre foi correta e pontual em seus pagamentos, além de ser empenhada em proporcionar um excelente ambiente de trabalho. "Temos confiança que os magistrados que tiverem a incumbência de julgamento vão entender perfeitamente que a jornalista Rachel Sheherazade, que é um exemplo de profissional e caráter, é plena e totalmente inocente das acusações que lhe são atribuídas", finaliza o texto.