Seymour Hersh diz que EUA "devem pedido de desculpas pelo caos no Oriente Médio"

"Os EUA devem um enorme pedido de desculpas ao mundo pelo caos no Oriente Médio". A afirmação é do jornalista investigativo Seymour Hersh, grande nome da imprensa americana.

Atualizado em 09/10/2015 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

pedido de desculpas ao mundo pelo caos no Oriente Médio". A afirmação é do jornalista investigativo Seymour Hersh, grande nome da imprensa americana. A falta de credibilidade nos governos é um combustível para o jornalismo de verdade que, segundo ele, é mais necessário do que nunca.
Crédito:Wikimedia commons Jornalista diz que EUA são culpados pelo clima de guerra no Oriente Médio
"Cada vez mais os que governam são idiotas, ladrões. A única coisa entre eles e a loucura somos nós. Por isso é tão importante ser jornalista", afirmou o repórter à Folha de S.Paulo . No próximo sábado (10/10), ele participará do Festival de Jornalismo Piauí/Globonews, em São Paulo (SP).
Durante o encontro, Hersh falará sobre as reportagens que realizou. Entre elas, a investigação sobre o massacre de My Lai, no Vietnã, que expôs a tentativa do Exército americano de acobertar a morte de centenas de civis durante a guerra. A reportagem rendeu a ele o prêmio Pulitzer de 1970.
O jornalista apresenta posição contrária a do presidente Barack Obama, que acredita apenas ser possível pensar numa solução para a crise na Síria sem o ditador Bashar al-Assad. Ele concorda com o líder russo Vladmir Putin, ao alertar uma eventual expansão do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).
"Já era a minha opinião muito antes de Putin ter dito isso. Quais as opções? Até em Israel quem sabe das coisas diz isso. Em privado, claro. Bashar tem que vencer", explica Hersh, que já entrevistou Assad, pelo menos, seis vezes. Segundo ele, o ditador nunca pensou nos direitos humanos como prioridade.
O repórter, que trabalhou para o New York Times, para a revista New Yorker e outros veículos, também ganhou destaque em 2004, após obter acesso a um relatório exclusivo de um oficial do Exército americano, em que revelou as torturas realizadas na prisão de Abu Ghraib, no Iraque. Recentemente, publicou uma matéria na London Review of Books que questionava a versão oficial sobre a morte de Bin Laden.