"Seu modelo é uma armadilha do serviço gratuito", diz Assange sobre Google
Fundador do WikiLeaks lança livro sobre encontro com executivos da companhia
Atualizado em 10/02/2015 às 09:02, por
Redação Portal IMPRENSA.
Após lançar o livro "Quando o Google encontrou o WikiLeaks", que chega ao Brasil na próxima semana, o jornalista australiano Julian Assange afirma ser "impossível" ter privacidade na internet. "Isso ainda vai levar muito tempo", declarou em entrevista à Folha de S.Paulo .
Crédito:Reprodução Jornalista diz que Google oferece serviço gratuito para espionar as pessoas
A obra aborda um encontro dele com executivos do Google em 2011. Para Assange, a companhia tornou-se vilã do controle de dados pessoais e aliada ao governo americano, que também se opõe a ele pela revelação de documentos sigilosos.
"É a segunda maior companhia dos Estados Unidos, com conexões com o Departamento de Estado, trabalhando com projetos de inteligência nos últimos 12 anos. Seu modelo é uma armadilha do serviço gratuito, oferecendo maneiras de pesquisa que parecem ser de graça, mas não são. É um anzol, e você é o peixe que morde a isca com informação pessoal", define.
Asilado na embaixada do Equador em Londres desde julho de 2012, Assange evita a extradição para a Suécia, onde é acusado de cometer crimes sexuais em 2010. Ele nega ter praticado qualquer ato apontado pelas autoridades.
Segundo o jornalista, os países envolvidos no seu caso, como Reino Unido e Suécia, mostram uma posição firme a uma eventual solução em curto prazo. Já os EUA se recusam a dialogar. Ele destaca ainda a preocupação manifestada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar negociar.
O fundador do WikiLeaks diz que o site busca desenvolver recursos mais sofisticados de sistemas de pesquisa e destaca a publicação de 3,1 milhões de documentos, o que, para ele, "é importante para o jornalismo e pesquisas acadêmicas". "Estamos nos defendendo na Justiça pelo mundo", afirma.
Envolvido em uma série de processos, Assange diz que há uma acusação "interessante" de conspiração contra ele nos EUA e que poderia ser aplicada a qualquer empresa de comunicação. "Um jornalista que trabalha para um veículo obtém uma informação de uma fonte e dizem que a fonte conspirou com o jornalista. Não. O jornalista discutiu com seu editor, que trabalhou nesse material para publicar", pondera.
Em relação à espionagem americana no Brasil, o australiano diz que o governo brasileiro tem de buscar caminhos para ser independente. "Infelizmente, o governo dos Estados Unidos e suas instituições privadas têm sido bem-sucedidos em corromper funcionários e empresas dos governos", esclarece.
Crédito:Reprodução Jornalista diz que Google oferece serviço gratuito para espionar as pessoas
A obra aborda um encontro dele com executivos do Google em 2011. Para Assange, a companhia tornou-se vilã do controle de dados pessoais e aliada ao governo americano, que também se opõe a ele pela revelação de documentos sigilosos.
"É a segunda maior companhia dos Estados Unidos, com conexões com o Departamento de Estado, trabalhando com projetos de inteligência nos últimos 12 anos. Seu modelo é uma armadilha do serviço gratuito, oferecendo maneiras de pesquisa que parecem ser de graça, mas não são. É um anzol, e você é o peixe que morde a isca com informação pessoal", define.
Asilado na embaixada do Equador em Londres desde julho de 2012, Assange evita a extradição para a Suécia, onde é acusado de cometer crimes sexuais em 2010. Ele nega ter praticado qualquer ato apontado pelas autoridades.
Segundo o jornalista, os países envolvidos no seu caso, como Reino Unido e Suécia, mostram uma posição firme a uma eventual solução em curto prazo. Já os EUA se recusam a dialogar. Ele destaca ainda a preocupação manifestada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para tentar negociar.
O fundador do WikiLeaks diz que o site busca desenvolver recursos mais sofisticados de sistemas de pesquisa e destaca a publicação de 3,1 milhões de documentos, o que, para ele, "é importante para o jornalismo e pesquisas acadêmicas". "Estamos nos defendendo na Justiça pelo mundo", afirma.
Envolvido em uma série de processos, Assange diz que há uma acusação "interessante" de conspiração contra ele nos EUA e que poderia ser aplicada a qualquer empresa de comunicação. "Um jornalista que trabalha para um veículo obtém uma informação de uma fonte e dizem que a fonte conspirou com o jornalista. Não. O jornalista discutiu com seu editor, que trabalhou nesse material para publicar", pondera.
Em relação à espionagem americana no Brasil, o australiano diz que o governo brasileiro tem de buscar caminhos para ser independente. "Infelizmente, o governo dos Estados Unidos e suas instituições privadas têm sido bem-sucedidos em corromper funcionários e empresas dos governos", esclarece.





