Senadora Ana Amélia Lemos defende autorregulamentação do jornalismo
A IMPRENSA Editorial deu inicio nesta manhã ao 4° Fórum Liberdade de Imprensa & Democracia, realizado na sede da OAB - GO, uma das apoiadoras do evento, na capital, Goiânia.
Crédito:Divulgação Senadora Ana Amélia Lemos
Amélia, que é gaúcha de Lagoa Vermelha (RS), começou a carreira como jornalista na Rádio Guaíba sendo produtora do programa "Repórter da História", e durante 33 anos foi considerada uma das jornalistas mais importantes do Grupo RBS. Em 3 de outubro de 2010 foi eleita senadora com 3,4 milhões de votos.
A senadora acredita que "será muito difícil que exista harmonia entre a imprensa e os três poderes, mas é importante que seja assim, que existam opiniões discordantes". Agora como politica, Amélia reconhece a importância de políticos e jornalistas reconhecerem seu papel e saber quais são seus limites. "Saí da redação diretamente para o Senado, me comprometi com os problemas sociais do meu estado, mas agora estou do outro lado e vejo que é raro que a pessoa ou a instituição goste de crítica".
"Com a queda da Lei de Imprensa há alguns anos, nós jornalistas e as organizações jornalísticas ficaram em um limbo. No meu entendimento, somente uma autorregulamentação é aceitável, tal como tem a OAB e a publicidade com o Conar". Amélia defende também que as redes sociais deu ao cidadão voz e poder de controle sobre a mídia.
Abertura oficial
Na abertura oficial, o diretor responsável da IMPRENSA Editorial, Sinval de Itacarambi Leão, agradeceu a hospitalidade do povo goiano e defendeu que a revista IMPRENSA, defende o jornalismo e a livre comunicação no Brasil. "Quase 25 anos depois de avançarmos em muitos aspectos, ainda nos surpreendemos com tantos outros. Hoje as ameaças à liberdade de imprensa mudaram de face, mas sutis e nem por isso, menos violentas. Tem origem nos grupos minoritários de poder, na ditadura dos grupos econômicos e na ameaça do que não podem falar", afirmou.
Para o Dr.Henrique Tibúrcio, presidente da OAB-GO, "existem excessos cometidos por jornalistas, mas a imprensa afirmou durante a história seu direito de informar e chegou à categoria de direitos quase absolutos". Para Tibúrcio, qualquer tentativa que esbarra no impedimento do cumprimento de tal direito é uma agressão à sociedade. Vilmar Rocha, secretário chefe da casa civil de Goiás, considera importante que a IMPRENSA Editorial disponibilize este espaço para discutir a liberdade de imprensa.
A questão levantada por Luiz Fernando Rocha Lima, diretor de jornalismo da OJC, é o prejuízo que a imprensa tradicional tem, segundo ele, por conta da internet, que seria desregulada e anárquica. "Ainda estamos tratando desse assunto de forma muito simples, dentro do paradigma da imprensa. Só que hoje o cenário é diferente de tudo o que entendemos como liberdade de expressão, causado pela internet", diz Lima.
Valterli Leite Guedes, presidente da Associação Goiana de Imprensa (AGI), destacou ao Portal IMPRENSA a luta da AGI para discutir a liberdade de imprensa no estado. "Ela [a liberdade de imprensa] não é importante só para o jornalista, mas para a toda a sociedade. E o Brasil ainda possui resquícios de ditadura". Claudio Curado Neto, presidente do Sindicato dos Jornalistas de Goiás, destacou que "uma lei de imprensa é necessária para corrigir desvios de veículos".






