Senador fará uso de direito de resposta caso tenha nome atrelado a propinas
Acusado pelo lobista Fernando Baiano de ter recebido R$ 3,7 milhão e R$ 5,6 milhão em propinas, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) afirmoua veículos como Folha de S.
Atualizado em 19/11/2015 às 14:11, por
Matheus Narcizo*.
Ele seria o segundo político a fazer uso da medida.
Crédito:Pedro França/Agência Senado Senador promete usar lei caso seja vinculado a propinas
Segundo o colunista Rogério Gentile, da Folha , o petista teria sido procurado para estabelecer o contraponto da acusação feita pelo lobista. "O senador pode ter razão em sentir-se ofendido pelas declarações do delator – cabe à Justiça julgá-las –, mas isso não significa que o jornal não tenha o direito de reproduzi-las", comentou.
Gentile ainda afirmou que o senador estaria usando a nova lei como forma de tentar impedir a publicação da informação. "Ou seja, ironicamente, o senador ameaçou entrar na Justiça com um pedido de resposta justamente para não ter de dar aos jornais sua resposta às acusações. Ficou claro que seu objetivo não era defender-se, mas impedir a publicação da suspeita. O senador faz isso porque a nova lei, embora necessária, foi malfeita. Criou obstáculos para que os veículos possam se defender, bem como tem um defeito de concepção".
Procurada por IMPRENSA, a assessoria do senador refutou qualquer hipótese de uso do direito de resposta como "ameaça à liberdade de expressão". O staff do político também ressaltou que o petista fará uso da lei como defesa à sua honra. "Considerando a improvidência da informação, o senador Delcídio do Amaral, com todo o respeito, prefere fazer uso da lei de direito de resposta para se proteger das acusações".
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves
Crédito:Pedro França/Agência Senado Senador promete usar lei caso seja vinculado a propinas
Segundo o colunista Rogério Gentile, da Folha , o petista teria sido procurado para estabelecer o contraponto da acusação feita pelo lobista. "O senador pode ter razão em sentir-se ofendido pelas declarações do delator – cabe à Justiça julgá-las –, mas isso não significa que o jornal não tenha o direito de reproduzi-las", comentou.
Gentile ainda afirmou que o senador estaria usando a nova lei como forma de tentar impedir a publicação da informação. "Ou seja, ironicamente, o senador ameaçou entrar na Justiça com um pedido de resposta justamente para não ter de dar aos jornais sua resposta às acusações. Ficou claro que seu objetivo não era defender-se, mas impedir a publicação da suspeita. O senador faz isso porque a nova lei, embora necessária, foi malfeita. Criou obstáculos para que os veículos possam se defender, bem como tem um defeito de concepção".
Procurada por IMPRENSA, a assessoria do senador refutou qualquer hipótese de uso do direito de resposta como "ameaça à liberdade de expressão". O staff do político também ressaltou que o petista fará uso da lei como defesa à sua honra. "Considerando a improvidência da informação, o senador Delcídio do Amaral, com todo o respeito, prefere fazer uso da lei de direito de resposta para se proteger das acusações".
Na última sexta-feira (13/11), o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), informou que enviaria ao jornal O Globo um contra a reportagem " ". O peemedebista foi o primeiro a fazer uso da nova lei.
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves





