Senado apura denúncia contra filho de Edílson Lobão

Senado apura denúncia contra filho de Edílson Lobão

Atualizado em 14/01/2008 às 09:01, por Redação Portal IMPRENSA.

Caso o senador Edílson Lobão (PMDB-MA) assuma o Ministério de Minas e Energia, seu filho e suplente, o empresário Edílson Lobão Filho (DEM-MA), assumirá a vaga de seu pai no Senado.

Ao assumir, Lobão Filho terá de lidar com dois problemas: a acusação de usar laranja para ocultar dívidas e uma representação, que tramita no próprio Senado, que demonstra possível irregularidade na concessão de rádio e TV de suas empresas.

O PSDB e o DEM pediram explicações à Lobão Filho sobre a suposta transferência de ações de uma empresa de bebidas para o nome de uma empregada doméstica, usada como laranja no esquema.

A ex-sócia da distribuidora de bebidas Bemar, Maria Luiza Thiago de Almeida, afirma que em 1999 as ações de Lobão Filho na empresa foram transmitidas para a empregada doméstica dela, Maria Lúcia Martins, por intermédio de procuração e uso de documentação falsificada. Segundo revelou reportagem da revista Veja, a intenção de Lobão Filho era de fugir de dívidas do fisco, o que ele nega.

Lobão Filho contra-argumentou dizendo que transferiu as ações pessoais indicadas pelo seu então sócio, Marco Antonio Pires Costa, ex-marido de Maria Luiza, e diz que apresentará nesta segunda-feira (14), documentos provando sua versão.

De acordo com reportagem publicada nesta segunda-feira, no jornal Folha de S.Paulo , o outro caso envolvendo o filho do provável ministro, está no Senado. A Procuradoria Geral da República, em agosto de 2007, mandou ao Senado cópia de representação feita pelo Sindijori (sindicato de trabalhadores em empresas jornalísticas). A representação indicava possíveis irregularidades na concessão pública para a exploração de radiodifusão pela Rádio Curimã e TV Difusora (que transmite sinais do SBT). Todas as empresas pertencem a Lobão Filho.

Lobão Filho nega qualquer irregularidade e informou que somente o setor comercial da emissora foi entregue a terceiros.

O Senado ainda irá indicar um relator para que o processo seja apurado de acordo com as normas da casa.

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