Semeando Millôr: histórias de um escritor sem estilo
Millôr não ligava para a visibilidade, mas gostava do reconhecimento pelo seu trabalho. Sendo assim, os amigos dizem que ele repetia que pre
Histórias de homenagem:
feria ser notório e não famoso. Conseguiu. E mais, tornou-se uma referência na luta pelos direitos autorais.
O cartunista Paulo Caruso tem certeza que ele ia adorar as inúmeras publicações em sua homenagem, justamente porque enfatizaram seu trabalho e mostraram o quanto era uma pessoa única e produtiva na vida.
Pensando sobre como o amigo gostaria de uma última homenagem, Caruso diz não ter dúvidas de seria uma lápide florida "com as flores como as que ele desenhava se autointitulando Papa verum Millôr, encimada por um de seus logotipos brilhantes com a alcunha adotada "Millôr - Enfim, o fim de um escritor sem estilo".
Com bom humor, Millôr levou bem a sério a defesa do seu direito como autor cobrando pelas obras que traduzia, pois entendia ser este uma trabalho tal qual um processo de autoria. Essa postura lhe rendeu uma homenagem da Associação Brasileira de Direito Autoral, em 2008. Segundo José Carlos Costa Neto, presidente da entidade, foi um reconhecimento do espírito “brigador” pelo direito autoral: “A batalha dele em prol dos direitos do autor gerou conquistas que depois de projetaram pra todos os setores.”
A homenagem aconteceu no 4º Congresso Internacional de Direito Autoral, no Museu da Língua Portuguesa e foi comandada pelos amigos de Millôr, os gêmeos cartunistas Chico e Paulo Caruso, que apresentaram um jogral falando sobre a importância de Millôr para a luta pelos direitos dos autores.
Paulo contou que Millôr ficou muito feliz com a homenagem, mas que não conseguiu participar da festa porque já estava doente. Assim, ele e o irmão reproduziram o jogral em sua homenagem em uma seção exclusiva para os amigos mais próximos no ateliê do artista. Veja o jogral completo declamado pelos cartunistas!






