Semanário Primeira Mão Jornal promete aprofundar-se em conteúdos

Semanário Primeira Mão Jornal promete aprofundar-se em conteúdos

Atualizado em 14/10/2009 às 18:10, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Semanário Primeira Mão Jornal promete aprofundar-se em conteúdos

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O apinhado mercado de publicações gratuitas que circulam pela cidade de São Paulo recebe mais uma contribuição: o Primeira Mão Jornal , semanário da Editora Haple, com tiragem de 100 mil exemplares, cuja proposta é buscar diferenciação em um mercado saturado. O jornal é distribuído gratuitamente nas ruas às sextas (cerca de 75% da tiragem) e, aos sábados, acompanha como encarte o Primeira Mão Classificados .

Reprodução
Primeira Mão Jornal
Nas palavras de Roberto Pellim, diretor de redação do Primeira Mão , o fato do jornal ter periodicidade semanal lhe confere vantagem sobre outras publicações quanto à possibilidade de análise do conteúdo, o qual é pautado, majoritariamente, por temas frios. Ele avalia que os diários Metro e Destak não figuram como concorrentes, em razão desta capacidade de aprofundamento.

"Não considero os dois como concorrentes, mesmo com essa associação natural por causa do visual. Existem basicamente duas diferenças: por ser semanal e ser mais aprofundado. Além do que apresenta matérias de serviço, como o caderno cultural", explica Pellim.

A redação responsável pelo conteúdo do Primeira Mão Jornal possui cinco repórteres, um repórter fotográfico e dois colaboradores do , que funciona como extensão do que é publicado no semanário e, garantiu Pellim, trabalha com independência em relação ao jornal e é atualizado diariamente.

Além de produzir matérias, o Primeira Mão Jornal firmou parceria de reprodução de alguns conteúdos do portal e-Band, do Grupo Bandeirantes, também donatário da Editora Haple. A respeito da diagramação, o jornal parece ter encontrado estilo próprio, aparentando ter buscado inspiração em layouts de páginas de Internet. Mesmo assim, ainda é possível encontrar traços semelhantes, principalmente, ao projeto gráfico do diário Metro. Todavia, o jornal se mostra um tanto o quanto original quanto à disposição de suas matérias e à dimensão de suas imagens, proporcionalidade que facilita a leitura dos textos já de linguagem simples, por vezes, quase coloquial, e direcionados aos públicos B e C.

Ao leitor mais atento fica a dúvida do motivo da publicação de notícias no topo de página, quase como pílulas, redigidas em duas, três linhas. O diretor de redação explica: "Em alguns casos elas têm uma extensão no blog; outros, a gente avalia que ali mesmo elas se resolvem, ás vezes não precisam de mais esclarecimentos".

Como nem sempre o blog do jornal oferece complemento às poucas linhas da notícia, caso a curiosidade do leitor tenha sido despertada, o restante das informações terão de ser buscadas por outros meios, o que pode frustrar parte do público-alvo do semanário, que preza por conteúdos mais completos.

O plano de estabelecer comunicação direta com o leitor parece ter funcionado bem. Na edição da última sexta-feira (9), a terceira do Primeira Mão , o diário publica duas cartas de leitores, uma surpresa para um jornal de 16 páginas.

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