Sem visto, jornalista brasileira deixa Equador para tentar autorização do Mercosul
Impossibilitada de permanecer no Equador por falta de visto, a jornalista franco-brasileira Manuela Picq retornou ao Brasil na última sexta-feira (21/8).
"É a primeira vez que tenho que deixar um lugar por obrigação", afirmou Manuela ao embarcar no aeroporto internacional de Quito rumo ao Rio de Janeiro.
Segundo AFP, a jornalista estava no Equador há 11 anos, onde colabora com meios de comunicação internacionais, como o canal Al Jazzera, além de atuar como professora de uma universidade privada.
A decisão de retornar ao Brasil tem como objetivo tentar um visto do Mercosul, que e teoricamente permitiria sua entrada no Equador para se reencontrar com seu companheiro, o líder opositor indígena Carlos Pérez.
"Se nos negarem o visto do Mercosul, entraremos com um processo para que seja reconhecido nosso matrimônio", defendeu a jornalista.
Entenda o caso
Manuela Picq foi detida em 13 de agosto quando participava de uma marcha, em Quito, durante um protesto contra o presidente Rafael Correa. A manifestação terminou em violentos confrontos que deixaram dezenas de detidos e feridos.
Após a detenção, autoridades revogaram o visto da jornalista e iniciaram um processo para conseguir sua deportação. Entretanto, uma juíza negou o pedido de expulsão de Manuela.
Ricardo Patiño, chanceler equatoriano, justificou a revogação do visto da jornalista, alegando que ela "estava desenvolvendo atividades políticas e estava no meio de uma atividade de violência e agressão ao patrimônio histórico de Quito".
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